Quase sempre nos encontramos entre lágrimas
Hoje não é diferente
Entre lágrimas, dor e saudade
Quero Te sentir, meu Porto Seguro
Mesmo sem querer foi pra Você que voltei
Andei outros mares
Conheci outros braços
Mas no fim, volto e choro
E você me aceita
Nem repara nos anos que perdi
Na alegria que se foi
No medo nos meus olhos
Olha pra mim
Só vê o que há de bom
Me ama tanto
Que me deixa livre pra ir
E quase sempre vou...
Acabo Te deixando pra traz
Pra voar, navegar
Pra Te deixar e depois voltar...
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Ah, poesia
Se um dia me encontrar lendo uma poesia
E não ver nenhuma lágrima em meus olhos
Nem me ouvir suspirando
Ou ver de repente um sorriso nos meus lábios...
Se por alguns segundos eu não repetir o nome dele milhões de vezes
E não ver meus pensamentos cheios de dor
Nem me ouvir cantarolar Cazuza
Ou ver minhas pernas bambas
Se eu não estiver respirando pelos ouvidos
E não sentir o gosto da saudade
Nem ouvir o mar em meio ao vale
Ou ver as cores das desilusões pelas mãos
Simplesmente, me enterre
Terei morrido!
E não ver nenhuma lágrima em meus olhos
Nem me ouvir suspirando
Ou ver de repente um sorriso nos meus lábios...
Se por alguns segundos eu não repetir o nome dele milhões de vezes
E não ver meus pensamentos cheios de dor
Nem me ouvir cantarolar Cazuza
Ou ver minhas pernas bambas
Se eu não estiver respirando pelos ouvidos
E não sentir o gosto da saudade
Nem ouvir o mar em meio ao vale
Ou ver as cores das desilusões pelas mãos
Simplesmente, me enterre
Terei morrido!
domingo, 30 de janeiro de 2011
Um domingo qualquer
Preciso escrever quando as lágrimas não rolam
Quando o sorriso se esconde
Quando o coração pesa uma pedra
Quando a alma vai e volta, e me cansa
Hoje é esse dia. Hoje preciso escrever.
Preciso dizer que é difícil não ter par
Manter a atitude sozinha num bar
Comprar apenas uma entrada pro cinema
Ver casais de mão dada
Hoje preciso dizer isso
Que recomeçar a vida traz confusão
Que a minha identidade ta escondida em alguma caixa
Que não mostro pra você quem sou
Pelo simples fato de não saber
Hoje preciso confessar
Que seduzo pra me satisfazer
Que muitas vezes não vejo o rosto dos outros
Que uso
Que manipulo
Hoje preciso gritar
Que quanto mais sorrio, mais choro
Que quanto mais me desnudo, mais me escondo
Que quanto mais ando, só faço círculos
Que não sei descer da minha Ferrari e seguir a pé
Escrevi. Senti. Chorei.
Quando o sorriso se esconde
Quando o coração pesa uma pedra
Quando a alma vai e volta, e me cansa
Hoje é esse dia. Hoje preciso escrever.
Preciso dizer que é difícil não ter par
Manter a atitude sozinha num bar
Comprar apenas uma entrada pro cinema
Ver casais de mão dada
Hoje preciso dizer isso
Que recomeçar a vida traz confusão
Que a minha identidade ta escondida em alguma caixa
Que não mostro pra você quem sou
Pelo simples fato de não saber
Hoje preciso confessar
Que seduzo pra me satisfazer
Que muitas vezes não vejo o rosto dos outros
Que uso
Que manipulo
Hoje preciso gritar
Que quanto mais sorrio, mais choro
Que quanto mais me desnudo, mais me escondo
Que quanto mais ando, só faço círculos
Que não sei descer da minha Ferrari e seguir a pé
Escrevi. Senti. Chorei.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Apaixonada de novo, e por você!!!
Ah, não vou negar. Hoje me peguei suspirando enquanto te olhava acordar. Nunca imaginei que me apaixonaria por você novamente.
Mas, hoje enquanto caminhava e te admirava, seu corpo forte, cheio de vida, sua a alma aberta a todos, sua alegria, percebi que nunca te esqueci totalmente...
Conheci outras pessoas, senti mais paz do que com você, aprendi a ver mais colorido e a me acalmar. Mas foi eu te ver, sentir seus odores, sentir seu toque... e lá estava eu apaixonada novamente.
É uma sensação boa em meio a tanta mudança. Uma certeza que podemos ser felizes de novo.Como toda paixão, no começo será denso. Vou querer ficar ao seu lado sempre e curtir cada partezinha sua.
Mas aos poucos precisarei de espaço, de ar puro, de calmaria. Já vi esse filme, tem hora que vamos nos odiar e fugirei de você várias vezes. Você também mostrará suas garras da crueldade, do egoísmo, da pobreza, do cinza.
Mas, se conheço bem essa relação, que já dura quase uma vida, cairei nos seus braços de novo e é bem provável que reconstrua minha vida ao seu lado.
É, querida São Paulo. Sampa, para amantes como nós.
A vida me trouxe novamente pros seus braços. Eu que até escrevi dizendo que só te queria por uma noite...
Confesso, novamente, me apaixonei por você!
(O primeiro texto que escrevi quando sai de Sampa é o segundo que escrevi nesse blog, chama: Chega de romance! Quero apenas uma noite de amor!)
Mas, hoje enquanto caminhava e te admirava, seu corpo forte, cheio de vida, sua a alma aberta a todos, sua alegria, percebi que nunca te esqueci totalmente...
Conheci outras pessoas, senti mais paz do que com você, aprendi a ver mais colorido e a me acalmar. Mas foi eu te ver, sentir seus odores, sentir seu toque... e lá estava eu apaixonada novamente.
É uma sensação boa em meio a tanta mudança. Uma certeza que podemos ser felizes de novo.Como toda paixão, no começo será denso. Vou querer ficar ao seu lado sempre e curtir cada partezinha sua.
Mas aos poucos precisarei de espaço, de ar puro, de calmaria. Já vi esse filme, tem hora que vamos nos odiar e fugirei de você várias vezes. Você também mostrará suas garras da crueldade, do egoísmo, da pobreza, do cinza.
Mas, se conheço bem essa relação, que já dura quase uma vida, cairei nos seus braços de novo e é bem provável que reconstrua minha vida ao seu lado.
É, querida São Paulo. Sampa, para amantes como nós.
A vida me trouxe novamente pros seus braços. Eu que até escrevi dizendo que só te queria por uma noite...
Confesso, novamente, me apaixonei por você!
(O primeiro texto que escrevi quando sai de Sampa é o segundo que escrevi nesse blog, chama: Chega de romance! Quero apenas uma noite de amor!)
sábado, 15 de janeiro de 2011
Olhos de criança
Onde foram parar nossos sonhos de infância
A inocente sensação da invencibilidade
A certeza das possibilidades
Quando que o medo me paralisou?
Foi quando parei de sonhar, ou o contrário?
Quando comecei a me esconder?
Em algum momento deixei de acreditar na fantasia
E aos poucos também no que era possível
Em que parquinho escondi minhas vontades?
Porque acreditei que tinha que ser capaz de tudo?
Deixei de olhar pro meu corpo
A razão encobriu todos os sentimentos
E a fé que de tão simples movia montanhas
Não havia teologias e explicações
Apenas a simples e constante presença da essência de Deus
O sorriso é o mesmo
A alegria em viver também
Mas tanta coisa importante foi deixada no asfalto
Quero voltar e resgatar o que posso
Dizer adeus ao que não convém mais
Seguir com a bagagem certa
A inocente sensação da invencibilidade
A certeza das possibilidades
Quando que o medo me paralisou?
Foi quando parei de sonhar, ou o contrário?
Quando comecei a me esconder?
Em algum momento deixei de acreditar na fantasia
E aos poucos também no que era possível
Em que parquinho escondi minhas vontades?
Porque acreditei que tinha que ser capaz de tudo?
Deixei de olhar pro meu corpo
A razão encobriu todos os sentimentos
E a fé que de tão simples movia montanhas
Não havia teologias e explicações
Apenas a simples e constante presença da essência de Deus
O sorriso é o mesmo
A alegria em viver também
Mas tanta coisa importante foi deixada no asfalto
Quero voltar e resgatar o que posso
Dizer adeus ao que não convém mais
Seguir com a bagagem certa
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Se 2011 fosse seu último ano de vida, o que você faria?
Viajaria mais sem reserva de hotel, sem destino, com pouco dinheiro
Almoçaria uma vez por semana com alguém que foi importante na minha vida
Me perdoaria mais, pelo o que fiz certo na hora errada e o que fiz errado na hora certa
Sentaria todos os dias, sem motivo, pra ouvir o silêncio
Doaria todos os meus livros, principalmente os mais significativos
Escreveria um livro para cada filho, agradecendo tudo o que me ensinaram
Ouviria todas as músicas que tem a palavra amor, em todas as línguas
Aprenderia italiano
Nadaria todos os dias, por puro prazer, mesmo no frio
Brigaria pelos meus direitos
Me calaria mais
Seguiria meu coração, mesmo indo contra a razão
Esqueceria as diferenças, de idade, de cor, de credo
Pensaria mais antes de falar
Telefonaria para minha paixão de adolescência
Dormiria menos ainda
Sonharia acordada muito mais
Me declararia, riria e iria embora
Iria ao cinema toda semana
Faria um jantar para os meus melhores amigos se conhecerem
Faria uma massagem nos pés cansados do meu avô
Escreveria uma poesia por dia e um conto por semana
Aprenderia a desenhar
Tomaria chuva quando ela me tirasse pra dançar
Ah, dançaria mais, com certeza!!!
Viajaria pra casa de Campos sozinha
Tentaria ler Machado de Assis
Pintaria as paredes do meu quarto com poemas e cores
Choraria mais de emoção, com um simples desenho dos meus filhos
Amaria, todos os dias
Escutaria minhas músicas prediletas
Pularia com elas
Choraria com elas
Enviaria suas letras para você...
Jogaria poker com a Confraria
Deixaria de fazer algumas dessas coisas, só para não magoar o outro
Oraria mais, sem pedir nada, apenas ouvindo a voz de Deus
Comeria tudo que tenho vontade, em pequenas porções
Escolheria as pessoas que estariam comigo nos últimos suspiros
Planejaria uma festa para dizer até breve e agradecer
Faria uma ou duas tatuagens
Tomaria uma taça de vinho todos os dias
Respiraria mais devagar, mas com intensidade
Me despiria mais, das máscaras, das roupas
Faria mais amor e mais sexo
Andaria a noite pelas ruas, sentindo a solidão noturna
Ficaria mais de pijama aos sábados
Riria com desenhos animados, na companhia animada dos meus filhos
Diria aos meus pais o quanto me orgulho deles
Diria aos meus filhos pra serem livres, principalmente de mim..
Saltaria de asa delta
Iria mais a praia
Morreria de amor, de novo
Não demoraria tanto pra dizer eu te amo
Usaria mais salto alto, só pra usar algo diferente
Todos os dias seriam meu aniversário
Agradeceria o dom da vida
A liberdade
Os sonhos
E no fim desse ano, deitaria, sozinha, satisfeita, sem medo, pronta para uma nova aventura!
Venha 2011, venha vida... e se Deus me permitir mais do que isso, que minha escolha seja sempre a VIDA!
VIDA PARA VOCÊ TAMBÉM, EM 2011 E POR TODOS OS PRÓXIMOS ANOS QUE AINDA VIRÃO!!!
Almoçaria uma vez por semana com alguém que foi importante na minha vida
Me perdoaria mais, pelo o que fiz certo na hora errada e o que fiz errado na hora certa
Sentaria todos os dias, sem motivo, pra ouvir o silêncio
Doaria todos os meus livros, principalmente os mais significativos
Escreveria um livro para cada filho, agradecendo tudo o que me ensinaram
Ouviria todas as músicas que tem a palavra amor, em todas as línguas
Aprenderia italiano
Nadaria todos os dias, por puro prazer, mesmo no frio
Brigaria pelos meus direitos
Me calaria mais
Seguiria meu coração, mesmo indo contra a razão
Esqueceria as diferenças, de idade, de cor, de credo
Pensaria mais antes de falar
Telefonaria para minha paixão de adolescência
Dormiria menos ainda
Sonharia acordada muito mais
Me declararia, riria e iria embora
Iria ao cinema toda semana
Faria um jantar para os meus melhores amigos se conhecerem
Faria uma massagem nos pés cansados do meu avô
Escreveria uma poesia por dia e um conto por semana
Aprenderia a desenhar
Tomaria chuva quando ela me tirasse pra dançar
Ah, dançaria mais, com certeza!!!
Viajaria pra casa de Campos sozinha
Tentaria ler Machado de Assis
Pintaria as paredes do meu quarto com poemas e cores
Choraria mais de emoção, com um simples desenho dos meus filhos
Amaria, todos os dias
Escutaria minhas músicas prediletas
Pularia com elas
Choraria com elas
Enviaria suas letras para você...
Jogaria poker com a Confraria
Deixaria de fazer algumas dessas coisas, só para não magoar o outro
Oraria mais, sem pedir nada, apenas ouvindo a voz de Deus
Comeria tudo que tenho vontade, em pequenas porções
Escolheria as pessoas que estariam comigo nos últimos suspiros
Planejaria uma festa para dizer até breve e agradecer
Faria uma ou duas tatuagens
Tomaria uma taça de vinho todos os dias
Respiraria mais devagar, mas com intensidade
Me despiria mais, das máscaras, das roupas
Faria mais amor e mais sexo
Andaria a noite pelas ruas, sentindo a solidão noturna
Ficaria mais de pijama aos sábados
Riria com desenhos animados, na companhia animada dos meus filhos
Diria aos meus pais o quanto me orgulho deles
Diria aos meus filhos pra serem livres, principalmente de mim..
Saltaria de asa delta
Iria mais a praia
Morreria de amor, de novo
Não demoraria tanto pra dizer eu te amo
Usaria mais salto alto, só pra usar algo diferente
Todos os dias seriam meu aniversário
Agradeceria o dom da vida
A liberdade
Os sonhos
E no fim desse ano, deitaria, sozinha, satisfeita, sem medo, pronta para uma nova aventura!
Venha 2011, venha vida... e se Deus me permitir mais do que isso, que minha escolha seja sempre a VIDA!
VIDA PARA VOCÊ TAMBÉM, EM 2011 E POR TODOS OS PRÓXIMOS ANOS QUE AINDA VIRÃO!!!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Último olhar
Hoje comecei a deixar pelo caminho pedaços
Alguns deixam a vista o que sou por dentro
Outros não parecem fazer falta
Cada pedaço tem história própria
Mesmo sendo parte de um todo
Quando se desprendem fica a ferida
A dor hoje é diferente
Não sangra, só lamenta
Lamentos da dúvida do que será
Queria ter o ontem, hoje e amanhã
Sentados a mesa, repartindo e colhendo
Tirar uma foto e colocar na mesa da sala
Alguns rostos irão como fumaça
Outros virão com o amanhecer
E a cada dia me farão ser
A lembrança é a tristeza que se aloja
É a esperança do reencontro
Dos meus pedaços pelo caminho
Ao mesmo tempo caminho
E surgem novos retalhos
Que me remodelam
E caminho,
E me transformo.
Viro e dou meu último olhar, todos os dias
Alguns deixam a vista o que sou por dentro
Outros não parecem fazer falta
Cada pedaço tem história própria
Mesmo sendo parte de um todo
Quando se desprendem fica a ferida
A dor hoje é diferente
Não sangra, só lamenta
Lamentos da dúvida do que será
Queria ter o ontem, hoje e amanhã
Sentados a mesa, repartindo e colhendo
Tirar uma foto e colocar na mesa da sala
Alguns rostos irão como fumaça
Outros virão com o amanhecer
E a cada dia me farão ser
A lembrança é a tristeza que se aloja
É a esperança do reencontro
Dos meus pedaços pelo caminho
Ao mesmo tempo caminho
E surgem novos retalhos
Que me remodelam
E caminho,
E me transformo.
Viro e dou meu último olhar, todos os dias
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