Quando somos pequenos, não escolhemos os amigos. Simplesmente saímos por ai confiando nos rostinhos que encontramos no parque, na escola, na rua, na igreja e até mesmo na sala de espera do pediatra. Temos alguns amigos escolhidos, mas pelos nossos pais, que escolheram ser amigos dos pais dele.
Todos são nossos melhores amigos por cinco minutos. Até alguém dizer que não foi gol, não emprestar o boneco do batman ou o carro da barbie. Não sou mais seu amigo, até logo mais... depois tudo volta ao normal.
Vamos crescendo e daí começamos a escolher. Tem a turma do futebol, os do karatê, da natação, do inglês... Já não somos amigos de todo mundo, mas esperamos ansiosos que todos estejam no nosso aniversário de 9 anos.
Então chega uma idade esquisita. Nos juntamos em bandos esquisitos. Falamos a mesma língua esquisita. Xingamos nossos pais esquisitos. O bando é nosso melhor amigo, falamos tudo para todos, e é ali que nos sentimos seguros e amados. Mesmo que a gente nem pense nisso... A gente já não quer ser amigo de todo mundo, por sinal tem uns que queremos longe, mas no nosso bando queremos ser reconhecidos e sempre convidado para as baladas.
Viramos jovens, a vida começa a ficar mais séria. Nosso bando passa a ser um trio. Um trio muito unido pelas semelhanças e diferenças. Adoramos ver as conquistas dos outros, mas uma certa dor de cotovelo aparece quando sua amiga aparece com o namorado novo... aquele gato que você viu primeiro! O trabalho limita os encontros aos fins de semana, que algumas vezes vira mensal. Mesmo assim, sabemos e podemos contar com eles, como um casamento, na alegria e na tristeza.
Envelhecemos... sim, porque depois que ficamos jovens, só envelhecemos!!! Casamos, temos filhos, uma vida profissional. Começamos a chamar os amigos de colega, os melhores amigos viram velhos conhecidos e nossa grande alegria é encontrar todo mundo no orkut. Aprendemos a nos virar sozinhos, nossa família direta passa a ser nosso grande e único melhor amigo.
Morremos muitas vezes só. Ou, com poucos colegas ao nosso redor e nossa família, que sim, continua lá. Ao longo da vida deixamos de viver a mágica da amizade.
A amizade pode ser uma casa cheia de amigos aos domingos para um churrasco. Pode ser um almoço rápido no meio do dia. Ou uma visita de horas e muitas lágrimas e alegria. Pode ser um “te considero” no meio da bebedeira ou uma oração sincera no meio do caos. Amigo é ir e vir. Consolar e ser consolado. Amar e ser amado.
Tenho uma dezena de amigos e um trio de melhores amigos que enche minha vida de paixão. Que cada um de vocês sinta-se abraçado, beijado e amado por mim hoje, no dia do amigo, e sempre!
Cassia
segunda-feira, 20 de julho de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Primeira DikaBoa do DikaBoa
Acabei de ler o livro Laowai (Estrangeiro em chinês) escrito pela repórter Sônia Bridi, da editora Letras Brasileiras. O livro é delicioso! Já li alguns livros sobre a China, a maioria conta sua História, principalmente sobre a Revolução Cultural, as crueldades de Mao Tse Tung e algumas histórias comoventes dos sobreviventes desse período.
O grande diferencial é que Laowai conta isso como se estivéssemos recebendo esses personagens nas nossas salas para um chá (lógico!). Um livro leve, com muito humor, onde podemos colar nosso retrato 3x4 no corpo da repórter, por que temos a certeza que tudo aconteceria conosco se estivéssemos em seu lugar.
O único problema é que nos dá uma vontade enorme de degustar as delícias gastronômicas que quase sentimos o cheiro, de ver as paisagens descritas e de abraçar (acho que os chineses não iam gostar disso...) cada chinês citado no livro!
Quem sabe um dia não vivo a minha experiência de Laowai na China!
Enquanto isso, vai a dikaboa de um ótimo livro.
Ah, meu obrigada especial ao Tropeço e Kelly que me presentearam com o livro!
Abraços e boa leitura
O grande diferencial é que Laowai conta isso como se estivéssemos recebendo esses personagens nas nossas salas para um chá (lógico!). Um livro leve, com muito humor, onde podemos colar nosso retrato 3x4 no corpo da repórter, por que temos a certeza que tudo aconteceria conosco se estivéssemos em seu lugar.
O único problema é que nos dá uma vontade enorme de degustar as delícias gastronômicas que quase sentimos o cheiro, de ver as paisagens descritas e de abraçar (acho que os chineses não iam gostar disso...) cada chinês citado no livro!
Quem sabe um dia não vivo a minha experiência de Laowai na China!
Enquanto isso, vai a dikaboa de um ótimo livro.
Ah, meu obrigada especial ao Tropeço e Kelly que me presentearam com o livro!
Abraços e boa leitura
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Minhas razões para ser mãe!
Razão 1: Gabriel
O Gabriel me ensina todos os dias a me olhar e assim mudar o que quero. É no Gabriel que encontro muito de mim e do que vivi. Com ele choro as tristezas e as vitórias. Me ensina que o coração vale muito... Obrigada pela paz que tenho com você!
Razão 2: Paolo
Ah, esse me ensina a brigar, a lutar, até a esperniar! Também me ensina que carinho é bom! Ser mãe dele é muito desafiador, me leva as extremidades... Do doce ao azedo! Obrigada pela adrenalina!
Razão 3: Rafael
Me ensinou o que é ser mãe por prazer, por vontade, não como uma seqüência lógica da vida. Não sabia que minha paciência era tão pequena até ele chegar, nem imaginava que um ser tão pequeno já soubesse se impor tanto. Acho que será o que mais passará ileso dos traumas da mãe!
Obrigada por me ensinar que não preciso controlar tanto!
Razão 4: Esther, minha mãe
Tenho muito da minha mãe. E o exemplo dela como mãe me ensinou, e hoje ensina mais eu ser uma mãe. Mãe de verdade, que chora, se frusta e tem vontade de fazer suquinho de filho. Mãe que chora com as conquistas dos filhos, que deixa planos de lado pelos filhos, que se culpa sem motivo nenhum. Mãe que é mulher. Tem desejo, prazer, é corpo, mente e coração. Mãe que é gente. Que erra tentando acertar e acerta achando que está fazendo errado...
Minha mãe ama ser mãe. Eu também amo ser mãe, e amo muito ser sua filha...
A todas as minhas razões diretas e indiretas (amigos, terapia, marido, pai...)
AMO VOCÊS!
O Gabriel me ensina todos os dias a me olhar e assim mudar o que quero. É no Gabriel que encontro muito de mim e do que vivi. Com ele choro as tristezas e as vitórias. Me ensina que o coração vale muito... Obrigada pela paz que tenho com você!
Razão 2: Paolo
Ah, esse me ensina a brigar, a lutar, até a esperniar! Também me ensina que carinho é bom! Ser mãe dele é muito desafiador, me leva as extremidades... Do doce ao azedo! Obrigada pela adrenalina!
Razão 3: Rafael
Me ensinou o que é ser mãe por prazer, por vontade, não como uma seqüência lógica da vida. Não sabia que minha paciência era tão pequena até ele chegar, nem imaginava que um ser tão pequeno já soubesse se impor tanto. Acho que será o que mais passará ileso dos traumas da mãe!
Obrigada por me ensinar que não preciso controlar tanto!
Razão 4: Esther, minha mãe
Tenho muito da minha mãe. E o exemplo dela como mãe me ensinou, e hoje ensina mais eu ser uma mãe. Mãe de verdade, que chora, se frusta e tem vontade de fazer suquinho de filho. Mãe que chora com as conquistas dos filhos, que deixa planos de lado pelos filhos, que se culpa sem motivo nenhum. Mãe que é mulher. Tem desejo, prazer, é corpo, mente e coração. Mãe que é gente. Que erra tentando acertar e acerta achando que está fazendo errado...
Minha mãe ama ser mãe. Eu também amo ser mãe, e amo muito ser sua filha...
A todas as minhas razões diretas e indiretas (amigos, terapia, marido, pai...)
AMO VOCÊS!
quarta-feira, 11 de março de 2009
Mãe de goleiro sofre!
No último domingo tive minha primeira experiência como mãe de goleiro. Gabriel fez sua estréia no futsal num jogo aqui em Itupeva. A ansiedade dele era tanta que acordou as 6:30h e só jogaria as 9:00h. A minha ansiedade também era grande, ficava pedindo para que ele não se decepcionasse...
Enfim, fui para o ginásio e alguns minutos depois entrou todo o time de mão dada, e o Gabriel devidamente uniformizado como goleiro. Era notável seu nervosismo, um meio sorriso que teimava em ir e vir. Seus olhinhos correram a arquibancada... eu sabia, ele estava nos procurando. Assim que nossos olhos se encontraram ele deu um aceno com a cabeça.
Nessa hora lágrimas já corriam pelo meu rosto. É nessas horas mãe é tudo babona... E no meu coração o pedido para que ele não se decepcionasse...
Ele começou no banco, já que eram muitos jogadores e o técnico foi trocando todos ao longo do jogo. Para meu desespero o Gabriel foi o último goleiro a entrar...
Quando ele entrou meu coração doeu. Torcia para ele jogar bem, mas torcia mais para a bola nem ir na direção do gol dele e quando me dei conta disso, ri discretamente.
Foram momentos de angústia, e embora tenha tomado um gol, foi com seu time que o time de Itupeva empatou o jogo. A cada gol ele vibrava, torcia...
O jogo terminou e minha angústia também...
Ele veio todo suado, fedido nos abraçar. Mas muito feliz e orgulhoso! Eu também!
É, acho que como mãe muitas vezes vou torcer para que a bola nem chegue perto dele, com medo que ele erre, perca, se frustre, se decepcione...
Mas só dá pra crescer, se desenvolver, enfrentando os atacantes e correndo pra pegar a bola.
Muitas vão entrar. Algumas ele vai pegar. Outras ainda sairão pela linha de fundo.
O que desejo é que independente disso eu possa sempre estar na arquibancada para abraçar meu filho ao término dos jogos da vida. Mesmo que ele esteja fedido e suado!
Enfim, fui para o ginásio e alguns minutos depois entrou todo o time de mão dada, e o Gabriel devidamente uniformizado como goleiro. Era notável seu nervosismo, um meio sorriso que teimava em ir e vir. Seus olhinhos correram a arquibancada... eu sabia, ele estava nos procurando. Assim que nossos olhos se encontraram ele deu um aceno com a cabeça.
Nessa hora lágrimas já corriam pelo meu rosto. É nessas horas mãe é tudo babona... E no meu coração o pedido para que ele não se decepcionasse...
Ele começou no banco, já que eram muitos jogadores e o técnico foi trocando todos ao longo do jogo. Para meu desespero o Gabriel foi o último goleiro a entrar...
Quando ele entrou meu coração doeu. Torcia para ele jogar bem, mas torcia mais para a bola nem ir na direção do gol dele e quando me dei conta disso, ri discretamente.
Foram momentos de angústia, e embora tenha tomado um gol, foi com seu time que o time de Itupeva empatou o jogo. A cada gol ele vibrava, torcia...
O jogo terminou e minha angústia também...
Ele veio todo suado, fedido nos abraçar. Mas muito feliz e orgulhoso! Eu também!
É, acho que como mãe muitas vezes vou torcer para que a bola nem chegue perto dele, com medo que ele erre, perca, se frustre, se decepcione...
Mas só dá pra crescer, se desenvolver, enfrentando os atacantes e correndo pra pegar a bola.
Muitas vão entrar. Algumas ele vai pegar. Outras ainda sairão pela linha de fundo.
O que desejo é que independente disso eu possa sempre estar na arquibancada para abraçar meu filho ao término dos jogos da vida. Mesmo que ele esteja fedido e suado!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Sonhos de olhos bem abertos!
Aprendi a sonhar a pouco tempo.
Sonhar de olhos abertos, coração apaixonado, mente rodando.
Aprendi a responder o que quero ser, onde quero chegar...
Pra sonhar é preciso se ver hoje, querer mudar, pra conseguir chegar lá!
Sonhar é difícil. Sonhar dói. Sonhar nos deixa sem máscaras para nós mesmos.
Aprendi a adiar os sonhos agora pouco.
A dor é de luto. Penetrante no coração.
O sonho fica parecendo sonho de olho fechado.
Distante, sem cor, sem nexo, apavorante.
Adiar os sonhos traz lágrimas. Um leve toque de “porquês”.
Mas, sonho que é sonho pode ser perseguido.
Até a morte, até além morte.
Pode ser realizado mesmo que diferente do idealizado.
Pode ser provado, esfregado na cara.
Aprendi a sonhar. Aprendi a adiar. E não é que continuo em pé?
Sonhar de olhos abertos, coração apaixonado, mente rodando.
Aprendi a responder o que quero ser, onde quero chegar...
Pra sonhar é preciso se ver hoje, querer mudar, pra conseguir chegar lá!
Sonhar é difícil. Sonhar dói. Sonhar nos deixa sem máscaras para nós mesmos.
Aprendi a adiar os sonhos agora pouco.
A dor é de luto. Penetrante no coração.
O sonho fica parecendo sonho de olho fechado.
Distante, sem cor, sem nexo, apavorante.
Adiar os sonhos traz lágrimas. Um leve toque de “porquês”.
Mas, sonho que é sonho pode ser perseguido.
Até a morte, até além morte.
Pode ser realizado mesmo que diferente do idealizado.
Pode ser provado, esfregado na cara.
Aprendi a sonhar. Aprendi a adiar. E não é que continuo em pé?
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Tarsila, minha sobrinha
Tem criança que a gente acompanha na barriga da mamãe
Têm outras que chegam de sopetão
Com você pude ter um pouco das duas coisas
Acho que isso é que é emoção
Tem criança que vem sem querer
Tem criança que é escolhida
Você também é as duas
E será duplamente querida
Tem pais que tem filhos rapidamente
Outros procuram por todo o mundo
Mas no fundo, no fundo, no fundo
Todas nascem do coração da gente
Tem casal que não pode ter filho
Tem casal que tem criança, mas não são pais
Daí a gente mistura tudo isso
Pra transformar criança em filho e casal em pais
Tem criança que é a cara da mãe
Tem criança que tem o nariz do pai
Mas as semelhanças do amor
Essas valem muito mais
Não sonhei em ser enfermeira
Agora penso em psicologia
Mas você trouxe a carreira mais deliciosa
Que é ser sua tia
És sangue do meu sangue
Mesmo que não seja do mesmo tipo
Porque quando passa pelo coração
Não existe mais distinção
Quando sua mãe te der bronca
Seu pai não estiver com muita simpatia
Grite bem alto: Chega!
Vou pra casa da minha tia!
Ainda não te vi,
Mas já te amo
Ainda não te peguei no colo
Mas já te amo
Ainda não...
Já te amo!
Têm outras que chegam de sopetão
Com você pude ter um pouco das duas coisas
Acho que isso é que é emoção
Tem criança que vem sem querer
Tem criança que é escolhida
Você também é as duas
E será duplamente querida
Tem pais que tem filhos rapidamente
Outros procuram por todo o mundo
Mas no fundo, no fundo, no fundo
Todas nascem do coração da gente
Tem casal que não pode ter filho
Tem casal que tem criança, mas não são pais
Daí a gente mistura tudo isso
Pra transformar criança em filho e casal em pais
Tem criança que é a cara da mãe
Tem criança que tem o nariz do pai
Mas as semelhanças do amor
Essas valem muito mais
Não sonhei em ser enfermeira
Agora penso em psicologia
Mas você trouxe a carreira mais deliciosa
Que é ser sua tia
És sangue do meu sangue
Mesmo que não seja do mesmo tipo
Porque quando passa pelo coração
Não existe mais distinção
Quando sua mãe te der bronca
Seu pai não estiver com muita simpatia
Grite bem alto: Chega!
Vou pra casa da minha tia!
Ainda não te vi,
Mas já te amo
Ainda não te peguei no colo
Mas já te amo
Ainda não...
Já te amo!
domingo, 12 de outubro de 2008
Essa é pra você, amigo!
Amigos dividem as tristezas, as madrugadas e um copo de caipirinha;
Dividem a espera, as incertezas e a batata do Outback;
O ombro, o travesseiro e às vezes os mesmos amores.
Amigos dividem os medos, os sacos cheios e as lágrimas;
Dividem o suspiro da Vó Nina;
O baralho, as despedidas e as separações.
Amigos multiplicam os sonhos, as conquistas e as contas de telefone;
As noites de verão, os fondues no inverno e os almoços no lousinha;
As inúmeras risadas e a vontade de serem eternamente jovens.
Multiplicam a alegria, os cobertores e as vontades;
Amigos multiplicam os amigos e as famílias;
Em São Paulo, Itupeva, São José e Canadá.
Meus amigos multiplicam a minha vida!
Dividem a espera, as incertezas e a batata do Outback;
O ombro, o travesseiro e às vezes os mesmos amores.
Amigos dividem os medos, os sacos cheios e as lágrimas;
Dividem o suspiro da Vó Nina;
O baralho, as despedidas e as separações.
Amigos multiplicam os sonhos, as conquistas e as contas de telefone;
As noites de verão, os fondues no inverno e os almoços no lousinha;
As inúmeras risadas e a vontade de serem eternamente jovens.
Multiplicam a alegria, os cobertores e as vontades;
Amigos multiplicam os amigos e as famílias;
Em São Paulo, Itupeva, São José e Canadá.
Meus amigos multiplicam a minha vida!
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