terça-feira, 20 de novembro de 2012

Combinações

Ter paciência comigo. Rir dos erros. Mostrar a língua pro mundo.
Mostrar a língua pra mim. Ter paciência com os erros. Rir do mundo.
Rir de mim. Ter paciência com o mundo. Mostrar a língua pros erros.

Boas combinações a serem aprendidas!



domingo, 4 de novembro de 2012

Querido Gabriel


Hoje você me deu um grande presente, mesmo sendo o seu aniversário.
No cinema, entre choro e abraço, você me ensinou a não ter medo do que sinto, nem pra mim, nem para os outros. Você me ensinou que ser diferente, nadar contra a maré, ser mais sozinho, é simplesmente mais um jeito entre tantos.
Na vida, nesses 11 anos, você me ensinou a ser doce, a me respeitar, a me emocionar, a me permitir chorar numa animação de Tim Burton. Mesmo que a gente seja o único a fazer isso!
Sei que a vida as vezes é dura, machuca. Nesses anos, com você também aprendi que a dor faz parte da vida, e que tem horas que nada podemos fazer.
Sabe, não tenho vontade de te colocar no colo e ninar pra sempre. Minha vontade é de jogá-lo para o mundo porque sei que o mundo tem muito a ganhar com você! E você? Vai tirar a vida de letra!!!
Mas, quando quiser um colinho, um cookie, um hambúrguer caseiro, ou assistir uma animação do Tim Burton, estarei aqui, mais surda, mais velhinha, mas com todo amor do mundo para você!

Obrigada por me escolher, todos os dias, para ser sua mãe e não apenas alguém que te trouxe ao mundo!

Amo você, e vamos comemorar muito no GP do Brasil!!!

Cassia

Mais ou menos


Acho que é assim,
Quanto mais se vive, menos se acerta
Quanto mais se procura, menos se acha
Quanto mais se quer, menos se tem
Quanto mais te amo, menos te tenho
Quanto mais, menos
Quanto menos, mais...

Maturidade


É saber que o tempo não volta
Mas que você tem tempo para fazer diferente

É saber que os erros machucam
Mas que o perdão (principalmente consigo) é um ótimo começo na cura

É saber que as pessoas se afastam
Mas que continuam te amando

É saber que não se pode ter sempre o que se quer
Mas que você pode ir atrás e tentar conquistar

É saber que não tem idade para amadurecer
Mas é chegar aos 37 e saber que é possível!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Rafael

Menino dos olhos espertos, pés que dançam, boca que encanta
Abraço de sucuri, beijo melado, risada cantada

Tem o dom das histórias, dos sonhos, da magia
O mundo é pequeno para você, a lua é seu quintal

Não admite um não, ferroa mais que abelha
Mas é ela que também dá o doce mel

Tombos, ralados e machucados?
Zomba de cada um deles e simplesmente continua

Onde suas lágrimas caem, nasce vida
Onde sua alegria voa, nasce algodão doce

Sei que na vida serei sua assistente
Você sempre será a estrela, o mágico, a atração principal

E eu, a cada apresentação, aplaudirei
Em pé, pedindo bis!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Tentativa e erro

Gosto de quem errou, muito. Acredito que quem mais errou tem menos chance de fazer de novo. Pura suposição. Desconfio das linhas retas. Odeio usar réguas e rédeas. Gosto da liberdade. Mas não pode ser regra, vira lei. Adoro o natural. Tenho muita alergia a químicos e máscaras. Até a da alma. Simplicidade. Uma tábua mais quatro pés, é uma mesa. Coloque pão e vinho, é ceia. Pessoas, é festa. Uma vela, é romance. Sigo as entrelinhas e pausas do compasso. Pego atalhos menos óbvios. Me perco. Muito. Sempre chego em segundo, quando chego. Coleciona mais medalhas de participação do que melhor colocação. Ainda acredito que rir é bom. Fazer os outros rirem é quase uma missão. Gosto do branco do som, do silêncio do papel. São os princípios da inspiração. Os meus melhores presentes tem forma de poesia. Os melhores presentes que recebi vieram em música. O sofrimento é meu amante. Vem quando pode, me agarra com força e vai pela porta me deixando completa e complexa. Confio que a vida se dá ao lado de poucos. Mas bons. Poucos e bons amigos. Muitas vezes na simplicidade daquela mesa. Nos afetos e afagos de uma cama. Nas mãos cheias de marcas que se encontram num cinema. Nos pés que se entrelaçam e dizem bom dia. Erro. Vive-se com ele. Segue-se, apesar dele. Na eterna tentativa e erro. Vida. Não busco equilíbrio. Uma linha muito simétrica. Busco meu jeito, minha logomarca, meu espelho. A morte me faz viver mais perto da vida. Sempre. Eu? Vou errando, vou amando, rindo, escrevendo, me perdendo, vivendo e morrendo. Não necessariamente nessa ordem.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

De graça, com graça!

Gosto de rituais. Marcas na pele, cicatrizes na alma que gritam significados.
Não gosto de celebrações banais. Simplesmente porque existem.

Mas ao longo da vida esses ritos mudam de endereço, de significado, somem e reaparecem. Vou aprendendo com eles, vou acariciando as marcar e recriando significados.

Adoro celebrar meu aniversário. Gosto de um ritual que faço todos os anos, perto do meu aniversário, que é relembrar as pessoas que foram importantes no último ano. E a cada ano, tem novos personagens, novos significados, novas marcas. E, sim, tem gente que se mantém, há anos.

O último ano foi marcado pela readaptação. Em 2011 voltei para São Paulo, para perto dos meus pais, faculdade nova, emprego novo, dia a dia sozinha com 3 crianças.
Houve muita briga interna, entre o querer e o dever, entre o meu lado adulto e o criança, entre o velho e o novo.

E com isso, novas marcas! Mas houve muita graça! Graça de rir mesmo. Muito! Graça, de receber sem mérito. Simplesmente por ser eu!

No meu aniversário de 2011, tive a grande alegria em fazer um jantar para as pessoas que passaram comigo um dos piores anos da minha vida. Alegria? Sim! Pessoas que não tiveram medo de enfrentar o incerto, as dores, a falta de cor. Deixaram marcas eternas.

Nesse ano não poderei fazer um jantar, mas escolhi homenagear as pessoas que me trouxeram alegria no último ano, que literalmente me deram ar para respirar. Amigos, colegas da vida ou simples conhecidos que me deram prazer em viver. Desde simples coisas até as mais complexas. Ou o contrário, porque prazer e alegria não se medem.

Amigos que deram coisas materiais: fui a shows, a lugares bacanas, curti coisas VIP, viagens, presentes inusitados.
Pessoas que deram afeto: carinho no choro, cafuné, tempo, bronca, abraço no silêncio, mãos dadas.
Reencontros que trouxeram lembranças: do que já fui, do que ainda sou e do que ainda posso sonhar ser.
Companheiros espirituais: que me ajudaram a me ver com os olhos do Pai, a ser verdadeira e perder o medo em ser eu mesma.

De graça, com graça!

Aqui fica o registro, a marca, meu reconhecimento por todos vocês.

E que comecem as celebrações por mais um ano em que tive o privilégio em ter relacionamentos que deixam marcas, que me tornam cada vez mais humana e verdadeira!

Com amor, gratidão e carinho

Cassia