sexta-feira, 15 de maio de 2009

Primeira DikaBoa do DikaBoa

Acabei de ler o livro Laowai (Estrangeiro em chinês) escrito pela repórter Sônia Bridi, da editora Letras Brasileiras. O livro é delicioso! Já li alguns livros sobre a China, a maioria conta sua História, principalmente sobre a Revolução Cultural, as crueldades de Mao Tse Tung e algumas histórias comoventes dos sobreviventes desse período.

O grande diferencial é que Laowai conta isso como se estivéssemos recebendo esses personagens nas nossas salas para um chá (lógico!). Um livro leve, com muito humor, onde podemos colar nosso retrato 3x4 no corpo da repórter, por que temos a certeza que tudo aconteceria conosco se estivéssemos em seu lugar.

O único problema é que nos dá uma vontade enorme de degustar as delícias gastronômicas que quase sentimos o cheiro, de ver as paisagens descritas e de abraçar (acho que os chineses não iam gostar disso...) cada chinês citado no livro!

Quem sabe um dia não vivo a minha experiência de Laowai na China!
Enquanto isso, vai a dikaboa de um ótimo livro.

Ah, meu obrigada especial ao Tropeço e Kelly que me presentearam com o livro!

Abraços e boa leitura

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Minhas razões para ser mãe!

Razão 1: Gabriel
O Gabriel me ensina todos os dias a me olhar e assim mudar o que quero. É no Gabriel que encontro muito de mim e do que vivi. Com ele choro as tristezas e as vitórias. Me ensina que o coração vale muito... Obrigada pela paz que tenho com você!

Razão 2: Paolo
Ah, esse me ensina a brigar, a lutar, até a esperniar! Também me ensina que carinho é bom! Ser mãe dele é muito desafiador, me leva as extremidades... Do doce ao azedo! Obrigada pela adrenalina!

Razão 3: Rafael
Me ensinou o que é ser mãe por prazer, por vontade, não como uma seqüência lógica da vida. Não sabia que minha paciência era tão pequena até ele chegar, nem imaginava que um ser tão pequeno já soubesse se impor tanto. Acho que será o que mais passará ileso dos traumas da mãe!
Obrigada por me ensinar que não preciso controlar tanto!

Razão 4: Esther, minha mãe
Tenho muito da minha mãe. E o exemplo dela como mãe me ensinou, e hoje ensina mais eu ser uma mãe. Mãe de verdade, que chora, se frusta e tem vontade de fazer suquinho de filho. Mãe que chora com as conquistas dos filhos, que deixa planos de lado pelos filhos, que se culpa sem motivo nenhum. Mãe que é mulher. Tem desejo, prazer, é corpo, mente e coração. Mãe que é gente. Que erra tentando acertar e acerta achando que está fazendo errado...
Minha mãe ama ser mãe. Eu também amo ser mãe, e amo muito ser sua filha...

A todas as minhas razões diretas e indiretas (amigos, terapia, marido, pai...)

AMO VOCÊS!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Mãe de goleiro sofre!

No último domingo tive minha primeira experiência como mãe de goleiro. Gabriel fez sua estréia no futsal num jogo aqui em Itupeva. A ansiedade dele era tanta que acordou as 6:30h e só jogaria as 9:00h. A minha ansiedade também era grande, ficava pedindo para que ele não se decepcionasse...

Enfim, fui para o ginásio e alguns minutos depois entrou todo o time de mão dada, e o Gabriel devidamente uniformizado como goleiro. Era notável seu nervosismo, um meio sorriso que teimava em ir e vir. Seus olhinhos correram a arquibancada... eu sabia, ele estava nos procurando. Assim que nossos olhos se encontraram ele deu um aceno com a cabeça.

Nessa hora lágrimas já corriam pelo meu rosto. É nessas horas mãe é tudo babona... E no meu coração o pedido para que ele não se decepcionasse...

Ele começou no banco, já que eram muitos jogadores e o técnico foi trocando todos ao longo do jogo. Para meu desespero o Gabriel foi o último goleiro a entrar...
Quando ele entrou meu coração doeu. Torcia para ele jogar bem, mas torcia mais para a bola nem ir na direção do gol dele e quando me dei conta disso, ri discretamente.

Foram momentos de angústia, e embora tenha tomado um gol, foi com seu time que o time de Itupeva empatou o jogo. A cada gol ele vibrava, torcia...
O jogo terminou e minha angústia também...
Ele veio todo suado, fedido nos abraçar. Mas muito feliz e orgulhoso! Eu também!

É, acho que como mãe muitas vezes vou torcer para que a bola nem chegue perto dele, com medo que ele erre, perca, se frustre, se decepcione...
Mas só dá pra crescer, se desenvolver, enfrentando os atacantes e correndo pra pegar a bola.

Muitas vão entrar. Algumas ele vai pegar. Outras ainda sairão pela linha de fundo.

O que desejo é que independente disso eu possa sempre estar na arquibancada para abraçar meu filho ao término dos jogos da vida. Mesmo que ele esteja fedido e suado!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sonhos de olhos bem abertos!

Aprendi a sonhar a pouco tempo.
Sonhar de olhos abertos, coração apaixonado, mente rodando.
Aprendi a responder o que quero ser, onde quero chegar...
Pra sonhar é preciso se ver hoje, querer mudar, pra conseguir chegar lá!

Sonhar é difícil. Sonhar dói. Sonhar nos deixa sem máscaras para nós mesmos.

Aprendi a adiar os sonhos agora pouco.
A dor é de luto. Penetrante no coração.
O sonho fica parecendo sonho de olho fechado.
Distante, sem cor, sem nexo, apavorante.

Adiar os sonhos traz lágrimas. Um leve toque de “porquês”.

Mas, sonho que é sonho pode ser perseguido.
Até a morte, até além morte.
Pode ser realizado mesmo que diferente do idealizado.
Pode ser provado, esfregado na cara.

Aprendi a sonhar. Aprendi a adiar. E não é que continuo em pé?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Tarsila, minha sobrinha

Tem criança que a gente acompanha na barriga da mamãe
Têm outras que chegam de sopetão
Com você pude ter um pouco das duas coisas
Acho que isso é que é emoção

Tem criança que vem sem querer
Tem criança que é escolhida
Você também é as duas
E será duplamente querida

Tem pais que tem filhos rapidamente
Outros procuram por todo o mundo
Mas no fundo, no fundo, no fundo
Todas nascem do coração da gente

Tem casal que não pode ter filho
Tem casal que tem criança, mas não são pais
Daí a gente mistura tudo isso
Pra transformar criança em filho e casal em pais

Tem criança que é a cara da mãe
Tem criança que tem o nariz do pai
Mas as semelhanças do amor
Essas valem muito mais

Não sonhei em ser enfermeira
Agora penso em psicologia
Mas você trouxe a carreira mais deliciosa
Que é ser sua tia

És sangue do meu sangue
Mesmo que não seja do mesmo tipo
Porque quando passa pelo coração
Não existe mais distinção

Quando sua mãe te der bronca
Seu pai não estiver com muita simpatia
Grite bem alto: Chega!
Vou pra casa da minha tia!

Ainda não te vi,
Mas já te amo
Ainda não te peguei no colo
Mas já te amo
Ainda não...
Já te amo!

domingo, 12 de outubro de 2008

Essa é pra você, amigo!

Amigos dividem as tristezas, as madrugadas e um copo de caipirinha;
Dividem a espera, as incertezas e a batata do Outback;
O ombro, o travesseiro e às vezes os mesmos amores.

Amigos dividem os medos, os sacos cheios e as lágrimas;
Dividem o suspiro da Vó Nina;
O baralho, as despedidas e as separações.

Amigos multiplicam os sonhos, as conquistas e as contas de telefone;
As noites de verão, os fondues no inverno e os almoços no lousinha;
As inúmeras risadas e a vontade de serem eternamente jovens.

Multiplicam a alegria, os cobertores e as vontades;
Amigos multiplicam os amigos e as famílias;
Em São Paulo, Itupeva, São José e Canadá.

Meus amigos multiplicam a minha vida!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Há 3 anos atrás nascia uma mãe mais feliz!

Lembro do dia em que o exame apontou que eu estava grávida. Lembro da angústia. E a única coisa que vinha na cabeça era: não quero estar grávida!

Lembro então que passei 20 dias sozinha com esse ser que ainda se formava. Lembro de lá do alto da Torre Eiffel chorar. Lembro de flutuar pelas ruas de Paris, pensando, sem me importar com as lindas vielas, os restaurantes charmosos e os museus.

Lembro da terrível saudade que senti do Gabriel, Paolo e Rodrigo enquanto visitava o Vietnã. Quase destrui um quarto de hotel por não conseguir falar com eles... Nem quis ficar mais em Paris na volta.

Lembro que quando cheguei no Brasil tive a certeza que eu teria que dar um grande passo de fé para ter esse filho. Se isso estava acontecendo tinha que ter fé que conseguiria criá-lo, amá-lo e sustentá-lo. Não só ele, mas os outros dois também! Dei esse passo de fé!

Lembro quando descobri que era mais um menino! "Não se preocupe" disse a médica, "quando forem adolescentes sua casa vai estar cheia de mulheres!" Sorri, adoro meninos! Mas lembro que pensei: Não serei a mãe da noiva!

Lembro de começar a pensar em como passaria tempo com esse bebê... trabalhando o dia todo, tendo que crescer no trabalho, sustentar a casa, não me sobrava energia!

Lembro que um dia ao chegar ao trabalho comecei a chorar. Sabia que não era passageiro, era um choro por não estar com meus filhos mais tempo, por não conseguir ter prazer sendo mãe.

Lembro de olhar para o meu chefe e dizer: Depois da licença maternidade eu não volto! Uma sensação de leveza me inundou, mas precisava continuar ganhando dinheiro...

Lembro de me mudar para um apartamento maior, porque no antigo não caberiam três crianças no mesmo quarto. Já no oitavo mês fizemos a mudança e ficamos mais perto da escola dos outros.

Então, lembro bem, numa sexta-feira de madrugada comecei a sentir algumas contrações. Tomei meu banho, arrumei as últimas coisas na mala. Fiz a mala dos meninos e me preparei...
No caminho para o hospital lembrei que seria a última vez por muito tempo que meus braços estariam desocupados. Nossa, vai começar tudo de novo, pensei.

No hospital já sabia que seria rápido, ainda bem! Em poucas horas o médico chegou e você nasceu. Aguardei seu chorinho e depois te trouxeram. Ao te olhar lembrei que você era o meu passo de fé e que antes mesmo de nascer causou as maiores e melhores mudanças em minha vida!

Ao te olhar hoje, Rafael, não imagino e nem quero lembrar de uma vida sem você!
Ao te olhar vejo o amor de Deus, a fé, a alegria, a perseverança e a auto suficiência...
Obrigado pelos seus 3 anos ao meu lado e obrigado por me transformar numa mãe muito mais feliz!