Nascemos e começamos a construir uma muralha ao nosso redor. Para proteção, esconderijo, para que os outros não vejam o que temos nem o que somos!
Tem muralhas tão bem construídas que enganam até o próprio dono. Todos, inclusive ele, acham que a muralha é o próprio castelo.
Existem muralhas tão feias e grandes que ninguém ousa chegar perto. Se bobear tem até aquele riozinho em volta com crocodilos...
Tem gente que constrói muralhas baixas e frágeis. E qualquer um, inclusive o dragão mais temível, chega perto demais e destrói o castelo.
E tem uma muralha, minha predileta, que é enorme, pesada, forte... mas sem cimento. Quem ousar chegar perto, com um pequeno sopro, põe tudo abaixo!
Mas, as vezes, talvez numa noite de lua cheia, não importa que tipo de muralha tenha em volta do seu castelo, acontece uma mágica. Uma mágica que só pode ser feita por dois seres especiais: duas pessoas comuns e provavelmente cheias de medo.
Elas se encontrarão no mesmo ponto da muralha, um do lado de dentro e outro do lado de fora. E num misto de medo e desejo surge um impulso que faz com que a pessoa do lado de fora suba a muralha e a de dentro abra a pequena porta camuflada.
E nesse momento acontece a mágica. Não há sinos tocando, não aparecem fadas, e, desconfio que ainda haja muito medo. É um caminho que se abre para que duas pessoas se encontrem dentro ou fora das muralhas. Um caminho que permite que o outro se vá, que você volte para sua muralha quando quiser. É um caminho onde a liberdade nos permite ser, sem muralhas. É um olhar novo que nos encontra e nos vê como somos.
É mágica da intimidade!
Advertência: 1- Essa mágica não é eterna e precisa ser revivida, talvez em todas as noites de lua cheia. 2- Você nunca mais será o mesmo!
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Lágrimas
As lágrimas lavam a alma
Nos refrescam
Nos abraçam
Descem dançando
Lembrando que há toque
Que há frio
Que há sentir
Chorar significa
Estou vivo
Você é importante
Eu sou gente
É a própria vida
As lágrimas só morrem com a morte
Saem pelos olhos
Escorrem pelo corpo
Mas nascem no coração
Nos refrescam
Nos abraçam
Descem dançando
Lembrando que há toque
Que há frio
Que há sentir
Chorar significa
Estou vivo
Você é importante
Eu sou gente
É a própria vida
As lágrimas só morrem com a morte
Saem pelos olhos
Escorrem pelo corpo
Mas nascem no coração
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Para o Rafa GarRafa
Você chegou pra acrescentar adrenalina ao meu coração.
Me faz respirar com mais intensidade, olhar novas possibilidades.
Você não para, é baladeiro. Herdou de mim, provavelmente. Nem reclamo.
Seus olhos sorriem, seus pés vivem dançando. Sua vontade é gritada.
Canso, grito, me arrependo, repenso, e no fim do dia, te amo.
Você chegou causando revolução. Me modificou por completo. Me fez uma mulher maternal.
O significado da palavra mãe mudou com a sua chegada. Aprendi a gostar da palavra mãe.
Sei que sou longe do ideal. Amem. Espero que você também lute para fugir dos ideais que eu colocar pra você. Torço para que você seja você.
Mas, hoje, no seu aniversário, quero te encher de beijo, abraço e mordida!
Você tem lugar marcado no meu coração, Rafa GarRafa, Rafinha, Rafa, Rafael, meu filho!
Te amo do jeito que você é!
Sua Mamis!
Me faz respirar com mais intensidade, olhar novas possibilidades.
Você não para, é baladeiro. Herdou de mim, provavelmente. Nem reclamo.
Seus olhos sorriem, seus pés vivem dançando. Sua vontade é gritada.
Canso, grito, me arrependo, repenso, e no fim do dia, te amo.
Você chegou causando revolução. Me modificou por completo. Me fez uma mulher maternal.
O significado da palavra mãe mudou com a sua chegada. Aprendi a gostar da palavra mãe.
Sei que sou longe do ideal. Amem. Espero que você também lute para fugir dos ideais que eu colocar pra você. Torço para que você seja você.
Mas, hoje, no seu aniversário, quero te encher de beijo, abraço e mordida!
Você tem lugar marcado no meu coração, Rafa GarRafa, Rafinha, Rafa, Rafael, meu filho!
Te amo do jeito que você é!
Sua Mamis!
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Cinza e cor
Assim como vc menina, também já fui esquecida
Rostos passaram por mim e não me viram
Muitos beijos não eram troca, só abuso
Já gritei por um olhar, mas não veio
Mas na maioria das vezes me faltou coragem pra gritar
Meu mundo também já foi e ainda é cinza
Mas você menina, me ensinou preciosa lição
Que os sonhos colorem nossas vidas
Que neles me encontro como sou
Ontem, olhando em seus olhos, vi
Minha solidão e fome pela vida
Meus cinzas e minha cor
Chorei seu choro pelas pessoas que não me viram
Tremi no seu frio por afeto e calor
Mas no meio disso sonhei seus sonhos coloridos
Na duração de um fósforo vi luz pra toda minha vida
Dei risada das gargalhadas da minha vida
Abracei os brinquedos que tenho
E pela sua lembrança me lembrei
Dos inúmeros afetos que tenho
De todas as possibilidades de recomeços
E veio seu último desejo
E em mim a mesma vontade
Reencontrar o que amamos pra fugir do nosso cinza
Você encontrou isso através da morte
Não houve dor nem luta
Paz numa entrega serena
Ao olhar pro seu corpo caído
Também desejei essa fuga
Mas pela vida
Quero me reencontrar num longo abraço
Juntar meus cinzas e minhas cores
E reviver
Obrigada, menina
Obrigada as mãos que te dão vida
Obrigada por doar seus últimos suspiros a mim!
(Esse texto veio depois de assistir ao espetáculo de bonecos "Sob seus olhos" da Cia Polichinelo baseado na história "A pequena vendedora de fósoforos" de Hans Christian Andersen www.ciapolichinelo.com.br)
Rostos passaram por mim e não me viram
Muitos beijos não eram troca, só abuso
Já gritei por um olhar, mas não veio
Mas na maioria das vezes me faltou coragem pra gritar
Meu mundo também já foi e ainda é cinza
Mas você menina, me ensinou preciosa lição
Que os sonhos colorem nossas vidas
Que neles me encontro como sou
Ontem, olhando em seus olhos, vi
Minha solidão e fome pela vida
Meus cinzas e minha cor
Chorei seu choro pelas pessoas que não me viram
Tremi no seu frio por afeto e calor
Mas no meio disso sonhei seus sonhos coloridos
Na duração de um fósforo vi luz pra toda minha vida
Dei risada das gargalhadas da minha vida
Abracei os brinquedos que tenho
E pela sua lembrança me lembrei
Dos inúmeros afetos que tenho
De todas as possibilidades de recomeços
E veio seu último desejo
E em mim a mesma vontade
Reencontrar o que amamos pra fugir do nosso cinza
Você encontrou isso através da morte
Não houve dor nem luta
Paz numa entrega serena
Ao olhar pro seu corpo caído
Também desejei essa fuga
Mas pela vida
Quero me reencontrar num longo abraço
Juntar meus cinzas e minhas cores
E reviver
Obrigada, menina
Obrigada as mãos que te dão vida
Obrigada por doar seus últimos suspiros a mim!
(Esse texto veio depois de assistir ao espetáculo de bonecos "Sob seus olhos" da Cia Polichinelo baseado na história "A pequena vendedora de fósoforos" de Hans Christian Andersen www.ciapolichinelo.com.br)
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Pão e afeto
Preparar os ingredientes. Escolher com cuidado cada utensílio. Dedicar-se e deliciar-se.
É preciso ir sem pressa. Esquentar o forno previamente. Fechar as janelas pra não entrar vento e desandar o crescimento.
Mexer delicadamente. Acrescentar aos poucos. Sentir quando deve parar.
Não dá só pra olhar. Tem que cheirar, colocar a mão. Envolver-se de corpo e alma.
Tem que testar. Fazer mudanças. O tempo, o vento, a água mudam o resultado.
Haverá receitas que darão erradas. Uma, duas, infinitas vezes. Mas alguma há de dar certo. E quando não der, não jogue a receita fora. Invente. Reinvente.
Os momentos de descanso são importantes. É necessário ficar longe por um tempo. Aproximar-se, depois. E então se tocar novamente.
Alguns momentos você precisará amassar com energia. Noutros com muita delicadeza, envolver todos os ingredientes.
Crie formas e modelos novos. Nem todas as formas servem para todas as receitas.
Esteja preparado para os desarranjos, falta de ingredientes e até preguiça. Quando der ria dos desastres e comece tudo de novo.
Ao colocar no forno, tome cuidado. Observe. De atenção. Não descuide. Pode passar do ponto, ou nem chegar.
Sinta o perfume. Desfrute do cheiro. Sinta salivar.
Importante. Cuidado ao tirar do forno. A vontade em comer pode feri-lo. Espere amornar. Assopre se necessário.
Finalmente, saboreie e curta. Mas não esqueça de que todas as etapas são importantes.
No pão e no afeto.
É preciso ir sem pressa. Esquentar o forno previamente. Fechar as janelas pra não entrar vento e desandar o crescimento.
Mexer delicadamente. Acrescentar aos poucos. Sentir quando deve parar.
Não dá só pra olhar. Tem que cheirar, colocar a mão. Envolver-se de corpo e alma.
Tem que testar. Fazer mudanças. O tempo, o vento, a água mudam o resultado.
Haverá receitas que darão erradas. Uma, duas, infinitas vezes. Mas alguma há de dar certo. E quando não der, não jogue a receita fora. Invente. Reinvente.
Os momentos de descanso são importantes. É necessário ficar longe por um tempo. Aproximar-se, depois. E então se tocar novamente.
Alguns momentos você precisará amassar com energia. Noutros com muita delicadeza, envolver todos os ingredientes.
Crie formas e modelos novos. Nem todas as formas servem para todas as receitas.
Esteja preparado para os desarranjos, falta de ingredientes e até preguiça. Quando der ria dos desastres e comece tudo de novo.
Ao colocar no forno, tome cuidado. Observe. De atenção. Não descuide. Pode passar do ponto, ou nem chegar.
Sinta o perfume. Desfrute do cheiro. Sinta salivar.
Importante. Cuidado ao tirar do forno. A vontade em comer pode feri-lo. Espere amornar. Assopre se necessário.
Finalmente, saboreie e curta. Mas não esqueça de que todas as etapas são importantes.
No pão e no afeto.
domingo, 31 de julho de 2011
Perdas
Perdi noites insones
Dias radiantes
Lagrimas de alegria
Pedaços da vida
Perdi manhas preguiçosas
Ombros amigos
Abraços de filho
Beijo de pai e mãe
Perdi o amor
O prazer da intimidade
A graça da conquista
Encontros na vulnerabilidade
Perdi uma família
Passeios de mãos dadas
Os sonhos a dois
O compartilhamento da vida
Perdi o bonde
Grandes e pequenas oportunidades
O rumo
A paixão pela vida
Me perdi
Pra me achar
Hoje, chorar
Amanha, celebrar
Dias radiantes
Lagrimas de alegria
Pedaços da vida
Perdi manhas preguiçosas
Ombros amigos
Abraços de filho
Beijo de pai e mãe
Perdi o amor
O prazer da intimidade
A graça da conquista
Encontros na vulnerabilidade
Perdi uma família
Passeios de mãos dadas
Os sonhos a dois
O compartilhamento da vida
Perdi o bonde
Grandes e pequenas oportunidades
O rumo
A paixão pela vida
Me perdi
Pra me achar
Hoje, chorar
Amanha, celebrar
terça-feira, 26 de julho de 2011
Ontem e hoje!
Está vazio
Não há risadas, nem hinos
Ninguém fazendo um fiu fiu
Mas a quadra está lá
Aos poucos os sons chegam
Gritaria, algazarra
Sinto frio na barriga ao pisar na quadra
Parece fim de campeonato
Olho pra arquibancada
O coração dispara
Ele está lá e acena
Será que ele sabe que sou apaixonada?
Subo as escadas
Minha melhor amiga está lá
Apesar do silêncio
A voz da lembrança grita nomes
Sala de inglês, Romilda
Sala de Português, João e Cecília
Diretoria, Reginaldo
Sala de matemática, Suziley
Sento no nosso banco
Embaixo da nossa árvore
Ele passa e eu acordei
Tantos segredos selados ali
A escada só tem degraus gastos
Mas ali começou a história mais linda da minha vida
Um homem e um violão
Que hoje foram traduzidos em três filhos
Em cada canto há uma marca
Um sorriso, uma lágrima
Uma gargalhada
Ou, o que achava na época, ser a decepção da minha vida
Relembrei paixões
Vitórias
Choros
Amigos
Voltei no tempo que não volta mais
A paixão daquela época
O corpo jovem
Os sonhos de toda uma vida
Mas não há melancolia
Invade a alegria
Transformar saudade em realidade
Isso deve ser a famosa maturidade
Pra mim SENAI é o famoso clichê
Foi escola pra vida
Uma vida que se renova
Ontem e hoje!
Não há risadas, nem hinos
Ninguém fazendo um fiu fiu
Mas a quadra está lá
Aos poucos os sons chegam
Gritaria, algazarra
Sinto frio na barriga ao pisar na quadra
Parece fim de campeonato
Olho pra arquibancada
O coração dispara
Ele está lá e acena
Será que ele sabe que sou apaixonada?
Subo as escadas
Minha melhor amiga está lá
Apesar do silêncio
A voz da lembrança grita nomes
Sala de inglês, Romilda
Sala de Português, João e Cecília
Diretoria, Reginaldo
Sala de matemática, Suziley
Sento no nosso banco
Embaixo da nossa árvore
Ele passa e eu acordei
Tantos segredos selados ali
A escada só tem degraus gastos
Mas ali começou a história mais linda da minha vida
Um homem e um violão
Que hoje foram traduzidos em três filhos
Em cada canto há uma marca
Um sorriso, uma lágrima
Uma gargalhada
Ou, o que achava na época, ser a decepção da minha vida
Relembrei paixões
Vitórias
Choros
Amigos
Voltei no tempo que não volta mais
A paixão daquela época
O corpo jovem
Os sonhos de toda uma vida
Mas não há melancolia
Invade a alegria
Transformar saudade em realidade
Isso deve ser a famosa maturidade
Pra mim SENAI é o famoso clichê
Foi escola pra vida
Uma vida que se renova
Ontem e hoje!
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