No último domingo tive minha primeira experiência como mãe de goleiro. Gabriel fez sua estréia no futsal num jogo aqui em Itupeva. A ansiedade dele era tanta que acordou as 6:30h e só jogaria as 9:00h. A minha ansiedade também era grande, ficava pedindo para que ele não se decepcionasse...
Enfim, fui para o ginásio e alguns minutos depois entrou todo o time de mão dada, e o Gabriel devidamente uniformizado como goleiro. Era notável seu nervosismo, um meio sorriso que teimava em ir e vir. Seus olhinhos correram a arquibancada... eu sabia, ele estava nos procurando. Assim que nossos olhos se encontraram ele deu um aceno com a cabeça.
Nessa hora lágrimas já corriam pelo meu rosto. É nessas horas mãe é tudo babona... E no meu coração o pedido para que ele não se decepcionasse...
Ele começou no banco, já que eram muitos jogadores e o técnico foi trocando todos ao longo do jogo. Para meu desespero o Gabriel foi o último goleiro a entrar...
Quando ele entrou meu coração doeu. Torcia para ele jogar bem, mas torcia mais para a bola nem ir na direção do gol dele e quando me dei conta disso, ri discretamente.
Foram momentos de angústia, e embora tenha tomado um gol, foi com seu time que o time de Itupeva empatou o jogo. A cada gol ele vibrava, torcia...
O jogo terminou e minha angústia também...
Ele veio todo suado, fedido nos abraçar. Mas muito feliz e orgulhoso! Eu também!
É, acho que como mãe muitas vezes vou torcer para que a bola nem chegue perto dele, com medo que ele erre, perca, se frustre, se decepcione...
Mas só dá pra crescer, se desenvolver, enfrentando os atacantes e correndo pra pegar a bola.
Muitas vão entrar. Algumas ele vai pegar. Outras ainda sairão pela linha de fundo.
O que desejo é que independente disso eu possa sempre estar na arquibancada para abraçar meu filho ao término dos jogos da vida. Mesmo que ele esteja fedido e suado!
quarta-feira, 11 de março de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Sonhos de olhos bem abertos!
Aprendi a sonhar a pouco tempo.
Sonhar de olhos abertos, coração apaixonado, mente rodando.
Aprendi a responder o que quero ser, onde quero chegar...
Pra sonhar é preciso se ver hoje, querer mudar, pra conseguir chegar lá!
Sonhar é difícil. Sonhar dói. Sonhar nos deixa sem máscaras para nós mesmos.
Aprendi a adiar os sonhos agora pouco.
A dor é de luto. Penetrante no coração.
O sonho fica parecendo sonho de olho fechado.
Distante, sem cor, sem nexo, apavorante.
Adiar os sonhos traz lágrimas. Um leve toque de “porquês”.
Mas, sonho que é sonho pode ser perseguido.
Até a morte, até além morte.
Pode ser realizado mesmo que diferente do idealizado.
Pode ser provado, esfregado na cara.
Aprendi a sonhar. Aprendi a adiar. E não é que continuo em pé?
Sonhar de olhos abertos, coração apaixonado, mente rodando.
Aprendi a responder o que quero ser, onde quero chegar...
Pra sonhar é preciso se ver hoje, querer mudar, pra conseguir chegar lá!
Sonhar é difícil. Sonhar dói. Sonhar nos deixa sem máscaras para nós mesmos.
Aprendi a adiar os sonhos agora pouco.
A dor é de luto. Penetrante no coração.
O sonho fica parecendo sonho de olho fechado.
Distante, sem cor, sem nexo, apavorante.
Adiar os sonhos traz lágrimas. Um leve toque de “porquês”.
Mas, sonho que é sonho pode ser perseguido.
Até a morte, até além morte.
Pode ser realizado mesmo que diferente do idealizado.
Pode ser provado, esfregado na cara.
Aprendi a sonhar. Aprendi a adiar. E não é que continuo em pé?
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Tarsila, minha sobrinha
Tem criança que a gente acompanha na barriga da mamãe
Têm outras que chegam de sopetão
Com você pude ter um pouco das duas coisas
Acho que isso é que é emoção
Tem criança que vem sem querer
Tem criança que é escolhida
Você também é as duas
E será duplamente querida
Tem pais que tem filhos rapidamente
Outros procuram por todo o mundo
Mas no fundo, no fundo, no fundo
Todas nascem do coração da gente
Tem casal que não pode ter filho
Tem casal que tem criança, mas não são pais
Daí a gente mistura tudo isso
Pra transformar criança em filho e casal em pais
Tem criança que é a cara da mãe
Tem criança que tem o nariz do pai
Mas as semelhanças do amor
Essas valem muito mais
Não sonhei em ser enfermeira
Agora penso em psicologia
Mas você trouxe a carreira mais deliciosa
Que é ser sua tia
És sangue do meu sangue
Mesmo que não seja do mesmo tipo
Porque quando passa pelo coração
Não existe mais distinção
Quando sua mãe te der bronca
Seu pai não estiver com muita simpatia
Grite bem alto: Chega!
Vou pra casa da minha tia!
Ainda não te vi,
Mas já te amo
Ainda não te peguei no colo
Mas já te amo
Ainda não...
Já te amo!
Têm outras que chegam de sopetão
Com você pude ter um pouco das duas coisas
Acho que isso é que é emoção
Tem criança que vem sem querer
Tem criança que é escolhida
Você também é as duas
E será duplamente querida
Tem pais que tem filhos rapidamente
Outros procuram por todo o mundo
Mas no fundo, no fundo, no fundo
Todas nascem do coração da gente
Tem casal que não pode ter filho
Tem casal que tem criança, mas não são pais
Daí a gente mistura tudo isso
Pra transformar criança em filho e casal em pais
Tem criança que é a cara da mãe
Tem criança que tem o nariz do pai
Mas as semelhanças do amor
Essas valem muito mais
Não sonhei em ser enfermeira
Agora penso em psicologia
Mas você trouxe a carreira mais deliciosa
Que é ser sua tia
És sangue do meu sangue
Mesmo que não seja do mesmo tipo
Porque quando passa pelo coração
Não existe mais distinção
Quando sua mãe te der bronca
Seu pai não estiver com muita simpatia
Grite bem alto: Chega!
Vou pra casa da minha tia!
Ainda não te vi,
Mas já te amo
Ainda não te peguei no colo
Mas já te amo
Ainda não...
Já te amo!
domingo, 12 de outubro de 2008
Essa é pra você, amigo!
Amigos dividem as tristezas, as madrugadas e um copo de caipirinha;
Dividem a espera, as incertezas e a batata do Outback;
O ombro, o travesseiro e às vezes os mesmos amores.
Amigos dividem os medos, os sacos cheios e as lágrimas;
Dividem o suspiro da Vó Nina;
O baralho, as despedidas e as separações.
Amigos multiplicam os sonhos, as conquistas e as contas de telefone;
As noites de verão, os fondues no inverno e os almoços no lousinha;
As inúmeras risadas e a vontade de serem eternamente jovens.
Multiplicam a alegria, os cobertores e as vontades;
Amigos multiplicam os amigos e as famílias;
Em São Paulo, Itupeva, São José e Canadá.
Meus amigos multiplicam a minha vida!
Dividem a espera, as incertezas e a batata do Outback;
O ombro, o travesseiro e às vezes os mesmos amores.
Amigos dividem os medos, os sacos cheios e as lágrimas;
Dividem o suspiro da Vó Nina;
O baralho, as despedidas e as separações.
Amigos multiplicam os sonhos, as conquistas e as contas de telefone;
As noites de verão, os fondues no inverno e os almoços no lousinha;
As inúmeras risadas e a vontade de serem eternamente jovens.
Multiplicam a alegria, os cobertores e as vontades;
Amigos multiplicam os amigos e as famílias;
Em São Paulo, Itupeva, São José e Canadá.
Meus amigos multiplicam a minha vida!
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Há 3 anos atrás nascia uma mãe mais feliz!
Lembro do dia em que o exame apontou que eu estava grávida. Lembro da angústia. E a única coisa que vinha na cabeça era: não quero estar grávida!
Lembro então que passei 20 dias sozinha com esse ser que ainda se formava. Lembro de lá do alto da Torre Eiffel chorar. Lembro de flutuar pelas ruas de Paris, pensando, sem me importar com as lindas vielas, os restaurantes charmosos e os museus.
Lembro da terrível saudade que senti do Gabriel, Paolo e Rodrigo enquanto visitava o Vietnã. Quase destrui um quarto de hotel por não conseguir falar com eles... Nem quis ficar mais em Paris na volta.
Lembro que quando cheguei no Brasil tive a certeza que eu teria que dar um grande passo de fé para ter esse filho. Se isso estava acontecendo tinha que ter fé que conseguiria criá-lo, amá-lo e sustentá-lo. Não só ele, mas os outros dois também! Dei esse passo de fé!
Lembro quando descobri que era mais um menino! "Não se preocupe" disse a médica, "quando forem adolescentes sua casa vai estar cheia de mulheres!" Sorri, adoro meninos! Mas lembro que pensei: Não serei a mãe da noiva!
Lembro de começar a pensar em como passaria tempo com esse bebê... trabalhando o dia todo, tendo que crescer no trabalho, sustentar a casa, não me sobrava energia!
Lembro que um dia ao chegar ao trabalho comecei a chorar. Sabia que não era passageiro, era um choro por não estar com meus filhos mais tempo, por não conseguir ter prazer sendo mãe.
Lembro de olhar para o meu chefe e dizer: Depois da licença maternidade eu não volto! Uma sensação de leveza me inundou, mas precisava continuar ganhando dinheiro...
Lembro de me mudar para um apartamento maior, porque no antigo não caberiam três crianças no mesmo quarto. Já no oitavo mês fizemos a mudança e ficamos mais perto da escola dos outros.
Então, lembro bem, numa sexta-feira de madrugada comecei a sentir algumas contrações. Tomei meu banho, arrumei as últimas coisas na mala. Fiz a mala dos meninos e me preparei...
No caminho para o hospital lembrei que seria a última vez por muito tempo que meus braços estariam desocupados. Nossa, vai começar tudo de novo, pensei.
No hospital já sabia que seria rápido, ainda bem! Em poucas horas o médico chegou e você nasceu. Aguardei seu chorinho e depois te trouxeram. Ao te olhar lembrei que você era o meu passo de fé e que antes mesmo de nascer causou as maiores e melhores mudanças em minha vida!
Ao te olhar hoje, Rafael, não imagino e nem quero lembrar de uma vida sem você!
Ao te olhar vejo o amor de Deus, a fé, a alegria, a perseverança e a auto suficiência...
Obrigado pelos seus 3 anos ao meu lado e obrigado por me transformar numa mãe muito mais feliz!
Lembro então que passei 20 dias sozinha com esse ser que ainda se formava. Lembro de lá do alto da Torre Eiffel chorar. Lembro de flutuar pelas ruas de Paris, pensando, sem me importar com as lindas vielas, os restaurantes charmosos e os museus.
Lembro da terrível saudade que senti do Gabriel, Paolo e Rodrigo enquanto visitava o Vietnã. Quase destrui um quarto de hotel por não conseguir falar com eles... Nem quis ficar mais em Paris na volta.
Lembro que quando cheguei no Brasil tive a certeza que eu teria que dar um grande passo de fé para ter esse filho. Se isso estava acontecendo tinha que ter fé que conseguiria criá-lo, amá-lo e sustentá-lo. Não só ele, mas os outros dois também! Dei esse passo de fé!
Lembro quando descobri que era mais um menino! "Não se preocupe" disse a médica, "quando forem adolescentes sua casa vai estar cheia de mulheres!" Sorri, adoro meninos! Mas lembro que pensei: Não serei a mãe da noiva!
Lembro de começar a pensar em como passaria tempo com esse bebê... trabalhando o dia todo, tendo que crescer no trabalho, sustentar a casa, não me sobrava energia!
Lembro que um dia ao chegar ao trabalho comecei a chorar. Sabia que não era passageiro, era um choro por não estar com meus filhos mais tempo, por não conseguir ter prazer sendo mãe.
Lembro de olhar para o meu chefe e dizer: Depois da licença maternidade eu não volto! Uma sensação de leveza me inundou, mas precisava continuar ganhando dinheiro...
Lembro de me mudar para um apartamento maior, porque no antigo não caberiam três crianças no mesmo quarto. Já no oitavo mês fizemos a mudança e ficamos mais perto da escola dos outros.
Então, lembro bem, numa sexta-feira de madrugada comecei a sentir algumas contrações. Tomei meu banho, arrumei as últimas coisas na mala. Fiz a mala dos meninos e me preparei...
No caminho para o hospital lembrei que seria a última vez por muito tempo que meus braços estariam desocupados. Nossa, vai começar tudo de novo, pensei.
No hospital já sabia que seria rápido, ainda bem! Em poucas horas o médico chegou e você nasceu. Aguardei seu chorinho e depois te trouxeram. Ao te olhar lembrei que você era o meu passo de fé e que antes mesmo de nascer causou as maiores e melhores mudanças em minha vida!
Ao te olhar hoje, Rafael, não imagino e nem quero lembrar de uma vida sem você!
Ao te olhar vejo o amor de Deus, a fé, a alegria, a perseverança e a auto suficiência...
Obrigado pelos seus 3 anos ao meu lado e obrigado por me transformar numa mãe muito mais feliz!
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Dá pra imaginar a lista da Câmara de Itupeva!!!!????
Outdoor? Internet? Que nada! Aqui as campanhas são feitas com barulhentos carros de som por toda a cidade!
Já decorei todas as musiquinhas, maioria caipira... Mas nem tudo é ruim, dou muitas gargalhadas com os nomes dos candidatos. Abaixo alguns MUITO interessantes, a lista é grande mas vale a pena. E para não ser injusta com os que tem nomes normaizinhos, esse é o link para a lista completa www.j1d.com.br/tab_vereadores.html :
Sor
Nega do Acarajé
Toninho do mercado
Tica
Cido Cocada (impossível não lembrar do cocaaaaaaada...)
Tuco Bonequini
Sargento Garcia
Dito Alvino
Dito Bala
Carlinhos do Gás
Dado
Cesar Coletor
Clarice Festas das Crianças
Cleber Bom Jardim
Darci Cabeleireira
Dirce do Bar
Dorival Kuhl
Birigui da Cimentocal
Edgar da Banca
Edicarlos (esse é até bem normalzinho!!)
Edvaldo Linguiça
Japa
Tia Bete do Churros (impagável o jingle: Tia Bete, Tia Bete... Do churros. (com melodia do Ilailariê)
De Riga
Chico da Reciclagem
Cumpadre (seu?)
Kiko do PT (Ah, pensei que fosse o "tesouro")
Vermelho (Meus filhos cortam o cabelo com ele!)
Iraci da chave
Irão (para onde???)
Joana do Perola
João da Padaria
Zè Carlos Tapeceiro (uh... pra trapaceiro falta pouco!)
Bill (Clinton?)
Kinha
Jo (Onze e meia)
Juvenil do Depósito
Santa da Padaria (Nossa achei que ela só ficasse quietinha lá no canto da parede!)
Lourival Peteca
Luizinho Chaveiro
Manoel Marreta
Márcio Capitão (pede pra sair!!!)
Ricardo Sai (a música mais ouvida na cidade!)
Maria da Barraca do Pastel
Luzia do Bar
Teresa do Bisa
Milton Serralheiro
Mirtes do Hospital
Moa Ex Mas (?????????)
Moacir da Gelofest
Índio
Neusa do Cafezal
Peixeiro
Olga da Reciclagem
Osvando (Eu estou osvando. Tu estás osvando...)
Minhoca (Imagine o cabelinho da pessoa)
Paulo Rosa
Negós Bar
Rodrigo Casa Forte
Rogério do Expressão
Ronaldo da Kombi
Rose Tia do Lanche
Padin (Padin, Madin)
Serginho da Papelaria
Pelezinho do Som
Tereza Cabelereira
Vande do Bar
Wagner do Karatê
Tinoco (e o Tonico?)
Mineiro
É mole??? Não isso não é o nome de mais um, não, apenas uma expressão!!!
Abs
Já decorei todas as musiquinhas, maioria caipira... Mas nem tudo é ruim, dou muitas gargalhadas com os nomes dos candidatos. Abaixo alguns MUITO interessantes, a lista é grande mas vale a pena. E para não ser injusta com os que tem nomes normaizinhos, esse é o link para a lista completa www.j1d.com.br/tab_vereadores.html :
Sor
Nega do Acarajé
Toninho do mercado
Tica
Cido Cocada (impossível não lembrar do cocaaaaaaada...)
Tuco Bonequini
Sargento Garcia
Dito Alvino
Dito Bala
Carlinhos do Gás
Dado
Cesar Coletor
Clarice Festas das Crianças
Cleber Bom Jardim
Darci Cabeleireira
Dirce do Bar
Dorival Kuhl
Birigui da Cimentocal
Edgar da Banca
Edicarlos (esse é até bem normalzinho!!)
Edvaldo Linguiça
Japa
Tia Bete do Churros (impagável o jingle: Tia Bete, Tia Bete... Do churros. (com melodia do Ilailariê)
De Riga
Chico da Reciclagem
Cumpadre (seu?)
Kiko do PT (Ah, pensei que fosse o "tesouro")
Vermelho (Meus filhos cortam o cabelo com ele!)
Iraci da chave
Irão (para onde???)
Joana do Perola
João da Padaria
Zè Carlos Tapeceiro (uh... pra trapaceiro falta pouco!)
Bill (Clinton?)
Kinha
Jo (Onze e meia)
Juvenil do Depósito
Santa da Padaria (Nossa achei que ela só ficasse quietinha lá no canto da parede!)
Lourival Peteca
Luizinho Chaveiro
Manoel Marreta
Márcio Capitão (pede pra sair!!!)
Ricardo Sai (a música mais ouvida na cidade!)
Maria da Barraca do Pastel
Luzia do Bar
Teresa do Bisa
Milton Serralheiro
Mirtes do Hospital
Moa Ex Mas (?????????)
Moacir da Gelofest
Índio
Neusa do Cafezal
Peixeiro
Olga da Reciclagem
Osvando (Eu estou osvando. Tu estás osvando...)
Minhoca (Imagine o cabelinho da pessoa)
Paulo Rosa
Negós Bar
Rodrigo Casa Forte
Rogério do Expressão
Ronaldo da Kombi
Rose Tia do Lanche
Padin (Padin, Madin)
Serginho da Papelaria
Pelezinho do Som
Tereza Cabelereira
Vande do Bar
Wagner do Karatê
Tinoco (e o Tonico?)
Mineiro
É mole??? Não isso não é o nome de mais um, não, apenas uma expressão!!!
Abs
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Quando você sumiu
(O texto abaixo é baseado em fatos reais bem recentes!)
Querido filho,
Hoje estava aqui sentada na varanda da nossa casa e fui xeretar um dvds com fotos que quando você era pequeno. As lágrimas não demoraram muita a rolar pelo rosto e as lembranças se transformaram em um filme na minha cabeça.
Achei uma foto de quando nos mudamos para Itupeva, há quase 20 anos atrás, lembra? Você tinha uns 6 anos e adorou saber que construiríamos um campinho de futebol para você... Naquela época você amava futebol, sei que ainda gosta, mas com tantas decepções da seleção brasileira, você foi deixando o futebol de lado.
Mas o que lembrei mesmo foi de um dia que você sumiu!
Fui levar seus irmãos na natação, enquanto você treinava futsal no ginásio da cidade, onde hoje é um shopping center. Combinei de passar depois da natação para irmos embora juntos. Era bastante trabalho, principalmente porque você e seus irmãos morriam de medo dos cachorros, e ficavam agarrados na minha bermuda... Tinha dia que ficava com uma raiva disso...
Bom, sai da natação e lá fui com mala, Paolo e Rafael a tira-colo. Cheguei no ginásio e comecei a procurar por você... Primeiro onde estavam outros meninos, mas já eram de outra turma, depois nas arquibancadas, no banheiro, e nada... Pensei comigo: Meu filho sumiu!
Apesar de ser mãe, tenho um jeito meio estranho de agir nesses momentos, mesmo porque estava com seus irmãos... primeiro pensei em passar na delegacia, mas de tanto ver programas policiais, achei que só depois de 48horas poderia dar queixa... Comecei a descer as escadas para falar com seu técnico, quando meu celular tocou!
Tiro a mão do Paolo da minha, desço o Rafa do meu colo, abro a mochila, abro a bolsa dentro da mochila e quando vou atender o telefone pára de tocar! Vejo o número e é de casa... Ligo.
Do outro lado surge uma voz muito conhecida, e naquele momento muito aguardada: a sua!
Numa alegria sem fim você diz: Mãe, já tô em casa! Você demorou muito e vim sozinho!
Imediatamente abriu-se um sorriso em meu rosto. E não era de alívio, era de orgulho! Tive orgulho de ser mãe de um menino corajoso, que apesar do medo de cachorro, enfrentou os portões cheios deles. Tive orgulho de ser mãe de um menino inteligente, que mesmo com medo de ter sido esquecido lá, achou uma solução e lembrou do caminho de casa. E por último tive orgulho de mim mesma, por perceber que não coloquei tantos medos em você, e que você tomou uma decisão sabendo que seria aceito pelo o que tinha feito!
Corri para casa, te abracei, comemorei com você, gritei IUHU!!!!
Naquele dia, quando você foi dormir, te olhei e fale baixinho:
"Você não sumiu, você cresceu!"
Continuo tendo muito orgulho de você!!!
Te amo!
Sua mãe Cassia
PS: Você vem pra cá nesse fim de semana? O pessoal do Poker vem aqui e iam gostar de ver você!
Querido filho,
Hoje estava aqui sentada na varanda da nossa casa e fui xeretar um dvds com fotos que quando você era pequeno. As lágrimas não demoraram muita a rolar pelo rosto e as lembranças se transformaram em um filme na minha cabeça.
Achei uma foto de quando nos mudamos para Itupeva, há quase 20 anos atrás, lembra? Você tinha uns 6 anos e adorou saber que construiríamos um campinho de futebol para você... Naquela época você amava futebol, sei que ainda gosta, mas com tantas decepções da seleção brasileira, você foi deixando o futebol de lado.
Mas o que lembrei mesmo foi de um dia que você sumiu!
Fui levar seus irmãos na natação, enquanto você treinava futsal no ginásio da cidade, onde hoje é um shopping center. Combinei de passar depois da natação para irmos embora juntos. Era bastante trabalho, principalmente porque você e seus irmãos morriam de medo dos cachorros, e ficavam agarrados na minha bermuda... Tinha dia que ficava com uma raiva disso...
Bom, sai da natação e lá fui com mala, Paolo e Rafael a tira-colo. Cheguei no ginásio e comecei a procurar por você... Primeiro onde estavam outros meninos, mas já eram de outra turma, depois nas arquibancadas, no banheiro, e nada... Pensei comigo: Meu filho sumiu!
Apesar de ser mãe, tenho um jeito meio estranho de agir nesses momentos, mesmo porque estava com seus irmãos... primeiro pensei em passar na delegacia, mas de tanto ver programas policiais, achei que só depois de 48horas poderia dar queixa... Comecei a descer as escadas para falar com seu técnico, quando meu celular tocou!
Tiro a mão do Paolo da minha, desço o Rafa do meu colo, abro a mochila, abro a bolsa dentro da mochila e quando vou atender o telefone pára de tocar! Vejo o número e é de casa... Ligo.
Do outro lado surge uma voz muito conhecida, e naquele momento muito aguardada: a sua!
Numa alegria sem fim você diz: Mãe, já tô em casa! Você demorou muito e vim sozinho!
Imediatamente abriu-se um sorriso em meu rosto. E não era de alívio, era de orgulho! Tive orgulho de ser mãe de um menino corajoso, que apesar do medo de cachorro, enfrentou os portões cheios deles. Tive orgulho de ser mãe de um menino inteligente, que mesmo com medo de ter sido esquecido lá, achou uma solução e lembrou do caminho de casa. E por último tive orgulho de mim mesma, por perceber que não coloquei tantos medos em você, e que você tomou uma decisão sabendo que seria aceito pelo o que tinha feito!
Corri para casa, te abracei, comemorei com você, gritei IUHU!!!!
Naquele dia, quando você foi dormir, te olhei e fale baixinho:
"Você não sumiu, você cresceu!"
Continuo tendo muito orgulho de você!!!
Te amo!
Sua mãe Cassia
PS: Você vem pra cá nesse fim de semana? O pessoal do Poker vem aqui e iam gostar de ver você!
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