Viajaria mais sem reserva de hotel, sem destino, com pouco dinheiro
Almoçaria uma vez por semana com alguém que foi importante na minha vida
Me perdoaria mais, pelo o que fiz certo na hora errada e o que fiz errado na hora certa
Sentaria todos os dias, sem motivo, pra ouvir o silêncio
Doaria todos os meus livros, principalmente os mais significativos
Escreveria um livro para cada filho, agradecendo tudo o que me ensinaram
Ouviria todas as músicas que tem a palavra amor, em todas as línguas
Aprenderia italiano
Nadaria todos os dias, por puro prazer, mesmo no frio
Brigaria pelos meus direitos
Me calaria mais
Seguiria meu coração, mesmo indo contra a razão
Esqueceria as diferenças, de idade, de cor, de credo
Pensaria mais antes de falar
Telefonaria para minha paixão de adolescência
Dormiria menos ainda
Sonharia acordada muito mais
Me declararia, riria e iria embora
Iria ao cinema toda semana
Faria um jantar para os meus melhores amigos se conhecerem
Faria uma massagem nos pés cansados do meu avô
Escreveria uma poesia por dia e um conto por semana
Aprenderia a desenhar
Tomaria chuva quando ela me tirasse pra dançar
Ah, dançaria mais, com certeza!!!
Viajaria pra casa de Campos sozinha
Tentaria ler Machado de Assis
Pintaria as paredes do meu quarto com poemas e cores
Choraria mais de emoção, com um simples desenho dos meus filhos
Amaria, todos os dias
Escutaria minhas músicas prediletas
Pularia com elas
Choraria com elas
Enviaria suas letras para você...
Jogaria poker com a Confraria
Deixaria de fazer algumas dessas coisas, só para não magoar o outro
Oraria mais, sem pedir nada, apenas ouvindo a voz de Deus
Comeria tudo que tenho vontade, em pequenas porções
Escolheria as pessoas que estariam comigo nos últimos suspiros
Planejaria uma festa para dizer até breve e agradecer
Faria uma ou duas tatuagens
Tomaria uma taça de vinho todos os dias
Respiraria mais devagar, mas com intensidade
Me despiria mais, das máscaras, das roupas
Faria mais amor e mais sexo
Andaria a noite pelas ruas, sentindo a solidão noturna
Ficaria mais de pijama aos sábados
Riria com desenhos animados, na companhia animada dos meus filhos
Diria aos meus pais o quanto me orgulho deles
Diria aos meus filhos pra serem livres, principalmente de mim..
Saltaria de asa delta
Iria mais a praia
Morreria de amor, de novo
Não demoraria tanto pra dizer eu te amo
Usaria mais salto alto, só pra usar algo diferente
Todos os dias seriam meu aniversário
Agradeceria o dom da vida
A liberdade
Os sonhos
E no fim desse ano, deitaria, sozinha, satisfeita, sem medo, pronta para uma nova aventura!
Venha 2011, venha vida... e se Deus me permitir mais do que isso, que minha escolha seja sempre a VIDA!
VIDA PARA VOCÊ TAMBÉM, EM 2011 E POR TODOS OS PRÓXIMOS ANOS QUE AINDA VIRÃO!!!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Último olhar
Hoje comecei a deixar pelo caminho pedaços
Alguns deixam a vista o que sou por dentro
Outros não parecem fazer falta
Cada pedaço tem história própria
Mesmo sendo parte de um todo
Quando se desprendem fica a ferida
A dor hoje é diferente
Não sangra, só lamenta
Lamentos da dúvida do que será
Queria ter o ontem, hoje e amanhã
Sentados a mesa, repartindo e colhendo
Tirar uma foto e colocar na mesa da sala
Alguns rostos irão como fumaça
Outros virão com o amanhecer
E a cada dia me farão ser
A lembrança é a tristeza que se aloja
É a esperança do reencontro
Dos meus pedaços pelo caminho
Ao mesmo tempo caminho
E surgem novos retalhos
Que me remodelam
E caminho,
E me transformo.
Viro e dou meu último olhar, todos os dias
Alguns deixam a vista o que sou por dentro
Outros não parecem fazer falta
Cada pedaço tem história própria
Mesmo sendo parte de um todo
Quando se desprendem fica a ferida
A dor hoje é diferente
Não sangra, só lamenta
Lamentos da dúvida do que será
Queria ter o ontem, hoje e amanhã
Sentados a mesa, repartindo e colhendo
Tirar uma foto e colocar na mesa da sala
Alguns rostos irão como fumaça
Outros virão com o amanhecer
E a cada dia me farão ser
A lembrança é a tristeza que se aloja
É a esperança do reencontro
Dos meus pedaços pelo caminho
Ao mesmo tempo caminho
E surgem novos retalhos
Que me remodelam
E caminho,
E me transformo.
Viro e dou meu último olhar, todos os dias
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Minha avó
Lembro do seu coque perfeito, branquinho
Não consigo vê-la de cabelos negros
Sua mão tinha muitas manchas
Tinha um sorriso de ternura
O seu brigadeirão era delicioso
O pudim cheio de furinhos
E sempre nos agradava
Cada neto, com uma guloseima
Acho que disse Te amo poucas vezes
Triste confundir respeito com falta de expressão de afeto
Devia ter segurado mais a sua mão
Poderia ter aprendido mais com sua experiência
Me contaram que você virou fera com um médico
Tentaram por meu braço no lugar se anestesia
Sua calmaria foi embora
Minha doce vó Paulina, virou fera!
Também sei que todo dia pela manhã
Filho por filho, neto por neto, bisneto por bisneto
Era lembrado em suas orações
TODOS, todos os dias
Hoje sei que você sofreu
Acho até que pouco viveu
Mas sei exatamente onde você está
O seu sotaque ressoa as vezes no ar
Quando você foi achei que não sofreria
Mas lembro do seu caixão
O quanto chorei
Ao lado do vô
As boas vós sempre fazem falta
Pelas comidinhas, pelos carinhos
Pelas orações
Pela representação da nossa existência!
Não consigo vê-la de cabelos negros
Sua mão tinha muitas manchas
Tinha um sorriso de ternura
O seu brigadeirão era delicioso
O pudim cheio de furinhos
E sempre nos agradava
Cada neto, com uma guloseima
Acho que disse Te amo poucas vezes
Triste confundir respeito com falta de expressão de afeto
Devia ter segurado mais a sua mão
Poderia ter aprendido mais com sua experiência
Me contaram que você virou fera com um médico
Tentaram por meu braço no lugar se anestesia
Sua calmaria foi embora
Minha doce vó Paulina, virou fera!
Também sei que todo dia pela manhã
Filho por filho, neto por neto, bisneto por bisneto
Era lembrado em suas orações
TODOS, todos os dias
Hoje sei que você sofreu
Acho até que pouco viveu
Mas sei exatamente onde você está
O seu sotaque ressoa as vezes no ar
Quando você foi achei que não sofreria
Mas lembro do seu caixão
O quanto chorei
Ao lado do vô
As boas vós sempre fazem falta
Pelas comidinhas, pelos carinhos
Pelas orações
Pela representação da nossa existência!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Sou passional
Demorei anos para admitir em alto e bom som: Sou passional!
De todas as definições para a palavra passional, a que mais gosto é: ser motivado pela paixão. Por muitos anos lutei contra isso, como se fosse um baita defeito. Teimava e batia o pé que era racional!
E dá pra imaginar a bagunça que se faz dentro de alguém que é, por nascença, passional, e por escolha, racional... Não há satisfação, nada se encaixa, a vida perde um tanto do seu sentido e cor. Na verdade não existe motivação, a gente vai levando a vida ou, deixando a vida nos levar.
Lembro a primeira vez que compreendi e falei: Não sou racional, sou passional! Um mundo se abriu, um sorriso surgiu e vários sentimentos entraram na minha alma.
E desde então estou em busca das paixões da minha vida. E já (re)descobri algumas:
Redescobri a paixão pelo esporte.
A paixão pela música.
Eu redescobri a paixão que tenho pelo meu corpo.
A paixão por adrenalina.
Paixão pelos meus amigos.
Meus filhos, três grandes paixões.
A paixão pelos estudos.
Um Deus de paixão.
E até a paixão amorosa.
Essas descobertas me deram e dão motivos para viver mesmo que não possa viver todas elas. Tem hora que as decisões precisam ser racionais, mas tenho aprendido a levar em conta e acolher as paixões que fazem minha vida mais alegre, colorida, cheia de aventura, imaginativa e muito, mas muito mais apaixonante!
De todas as definições para a palavra passional, a que mais gosto é: ser motivado pela paixão. Por muitos anos lutei contra isso, como se fosse um baita defeito. Teimava e batia o pé que era racional!
E dá pra imaginar a bagunça que se faz dentro de alguém que é, por nascença, passional, e por escolha, racional... Não há satisfação, nada se encaixa, a vida perde um tanto do seu sentido e cor. Na verdade não existe motivação, a gente vai levando a vida ou, deixando a vida nos levar.
Lembro a primeira vez que compreendi e falei: Não sou racional, sou passional! Um mundo se abriu, um sorriso surgiu e vários sentimentos entraram na minha alma.
E desde então estou em busca das paixões da minha vida. E já (re)descobri algumas:
Redescobri a paixão pelo esporte.
A paixão pela música.
Eu redescobri a paixão que tenho pelo meu corpo.
A paixão por adrenalina.
Paixão pelos meus amigos.
Meus filhos, três grandes paixões.
A paixão pelos estudos.
Um Deus de paixão.
E até a paixão amorosa.
Essas descobertas me deram e dão motivos para viver mesmo que não possa viver todas elas. Tem hora que as decisões precisam ser racionais, mas tenho aprendido a levar em conta e acolher as paixões que fazem minha vida mais alegre, colorida, cheia de aventura, imaginativa e muito, mas muito mais apaixonante!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Gabriel
Sua gravidez não foi fácil, o parto também não...
Mas pra compensar veio você, um bebê tranquilo, dorminhoco, deu apenas o trabalho normal que os bebês dão.
Vê-lo crescer é um prazer. Confesso que faço uma oração bem egoísta: Que Deus me permita viver bastante pra vê-lo adulto!
Te acho lindo. O seu rosto é perfeito, imagino que você será um lindo homem. Alto, moreno e bonitão (é verdade, não é olhar de mãe não...rs)
Além do externo, você é lindo por dentro. Não conheço ninguem tão bondoso, meigo, amável e com uma empatia tão forte pelo outro. Como é fácil conviver com você!
Lógico que não é perfeito, e saiba que nunca quis um filho perfeito. Sempre pedi um filho que buscasse a vida, e com ela, vem as imperfeições!
Sei que os dias não tem sido fáceis, as vezes me culpo, as vezes acho que a vida é assim mesmo... Sei que algumas marcas vão ficar, peço a Deus que o ajude a olhar essas feridas e mesmo assim escolher a vida, sempre!
Hoje o dia está estranho. Estou emocionada, mais do que o normal. A data marca minha caminhada como mãe, uma parte importante da minha vida.
Querido filho, que seu dia seja gostoso, que nosso jantar a noite seja delicioso e que esse nono ano de vida seja marcado por alegrias e verdades!
Te amo muito, mesmo não parecendo as vezes. Gosto muito de estar ao seu lado, mesmo que as vezes não dê conta disso!
Parabéns pelo seu niver, te amo do jeito que você é!
Mas pra compensar veio você, um bebê tranquilo, dorminhoco, deu apenas o trabalho normal que os bebês dão.
Vê-lo crescer é um prazer. Confesso que faço uma oração bem egoísta: Que Deus me permita viver bastante pra vê-lo adulto!
Te acho lindo. O seu rosto é perfeito, imagino que você será um lindo homem. Alto, moreno e bonitão (é verdade, não é olhar de mãe não...rs)
Além do externo, você é lindo por dentro. Não conheço ninguem tão bondoso, meigo, amável e com uma empatia tão forte pelo outro. Como é fácil conviver com você!
Lógico que não é perfeito, e saiba que nunca quis um filho perfeito. Sempre pedi um filho que buscasse a vida, e com ela, vem as imperfeições!
Sei que os dias não tem sido fáceis, as vezes me culpo, as vezes acho que a vida é assim mesmo... Sei que algumas marcas vão ficar, peço a Deus que o ajude a olhar essas feridas e mesmo assim escolher a vida, sempre!
Hoje o dia está estranho. Estou emocionada, mais do que o normal. A data marca minha caminhada como mãe, uma parte importante da minha vida.
Querido filho, que seu dia seja gostoso, que nosso jantar a noite seja delicioso e que esse nono ano de vida seja marcado por alegrias e verdades!
Te amo muito, mesmo não parecendo as vezes. Gosto muito de estar ao seu lado, mesmo que as vezes não dê conta disso!
Parabéns pelo seu niver, te amo do jeito que você é!
sábado, 9 de outubro de 2010
Ode a preguiça
Ah, hoje quero deitar nos teus braços
Querido e gostoso sofá
Passar horas encolhida
Sentindo sua pele na minha
Terei por companhia, oh
Você, velho companheiro pijama
Seu tecido puído, seus leves defeitos
Já se amoldaram a meu corpo
Hoje serei acolhida apenas por meu único amor
Edredom sincero e discreto
Guarda meus segredos
Vela meu sono em silêncio
Ao meu lado quero meus eternos amigos
Conselheiros, exortadores,
Exorcistas da solidão
Ó amados, livro e filme
E para o corpo, já que alma está confortada
Meus energéticos
Detentores da minha energia
Chocolate e Coca-cola
E ao fim do dia
Quando o cansaço chegar
Deitarei na minha cama
Para então descansar.
Querido e gostoso sofá
Passar horas encolhida
Sentindo sua pele na minha
Terei por companhia, oh
Você, velho companheiro pijama
Seu tecido puído, seus leves defeitos
Já se amoldaram a meu corpo
Hoje serei acolhida apenas por meu único amor
Edredom sincero e discreto
Guarda meus segredos
Vela meu sono em silêncio
Ao meu lado quero meus eternos amigos
Conselheiros, exortadores,
Exorcistas da solidão
Ó amados, livro e filme
E para o corpo, já que alma está confortada
Meus energéticos
Detentores da minha energia
Chocolate e Coca-cola
E ao fim do dia
Quando o cansaço chegar
Deitarei na minha cama
Para então descansar.
domingo, 12 de setembro de 2010
Eu sou
Eu sou tudo aquilo que passo por cima
E o resto que paro e pego
Sou uma estrada sem destino
E também o caminho seguro
Sou a mais destemida criatura
Um ser que se encolhe diante da vida dura
Sou busca incansável
Sou descoberta improvável
Sou doce preguiça
Tenho crueldade natural
Sou um choro real
E risadas espontâneas
Sou pura paixão
Sou noite de solidão
Sou amor incabível
Sou ódio contido
Eu sou um instinto que sobrevive
E também a razão que simplesmente existe
Eu sou o que vejo
E também a escuridão que me vê
Sou o amor inexplicável
Sou a saudade palpável
Sou as pegadas da amizade
A dor de ser deixada
Sou os erros que cometo
Sou a paz do acerto
Sou a dor que nunca sairá
Sou a cura incompleta
Sou a certeza dos outros
E a minha inquietação
Sou constante na transformação
Sou vícios que nunca deixarei
Sou de tudo um pouco
E de pouco, quase tudo
Sou contentamento
Sou provocação
Sou o que fui
E o que deixei
Sou o que sou
E o que me ensinarei
E o resto que paro e pego
Sou uma estrada sem destino
E também o caminho seguro
Sou a mais destemida criatura
Um ser que se encolhe diante da vida dura
Sou busca incansável
Sou descoberta improvável
Sou doce preguiça
Tenho crueldade natural
Sou um choro real
E risadas espontâneas
Sou pura paixão
Sou noite de solidão
Sou amor incabível
Sou ódio contido
Eu sou um instinto que sobrevive
E também a razão que simplesmente existe
Eu sou o que vejo
E também a escuridão que me vê
Sou o amor inexplicável
Sou a saudade palpável
Sou as pegadas da amizade
A dor de ser deixada
Sou os erros que cometo
Sou a paz do acerto
Sou a dor que nunca sairá
Sou a cura incompleta
Sou a certeza dos outros
E a minha inquietação
Sou constante na transformação
Sou vícios que nunca deixarei
Sou de tudo um pouco
E de pouco, quase tudo
Sou contentamento
Sou provocação
Sou o que fui
E o que deixei
Sou o que sou
E o que me ensinarei
Assinar:
Postagens (Atom)