Está vazio
Não há risadas, nem hinos
Ninguém fazendo um fiu fiu
Mas a quadra está lá
Aos poucos os sons chegam
Gritaria, algazarra
Sinto frio na barriga ao pisar na quadra
Parece fim de campeonato
Olho pra arquibancada
O coração dispara
Ele está lá e acena
Será que ele sabe que sou apaixonada?
Subo as escadas
Minha melhor amiga está lá
Apesar do silêncio
A voz da lembrança grita nomes
Sala de inglês, Romilda
Sala de Português, João e Cecília
Diretoria, Reginaldo
Sala de matemática, Suziley
Sento no nosso banco
Embaixo da nossa árvore
Ele passa e eu acordei
Tantos segredos selados ali
A escada só tem degraus gastos
Mas ali começou a história mais linda da minha vida
Um homem e um violão
Que hoje foram traduzidos em três filhos
Em cada canto há uma marca
Um sorriso, uma lágrima
Uma gargalhada
Ou, o que achava na época, ser a decepção da minha vida
Relembrei paixões
Vitórias
Choros
Amigos
Voltei no tempo que não volta mais
A paixão daquela época
O corpo jovem
Os sonhos de toda uma vida
Mas não há melancolia
Invade a alegria
Transformar saudade em realidade
Isso deve ser a famosa maturidade
Pra mim SENAI é o famoso clichê
Foi escola pra vida
Uma vida que se renova
Ontem e hoje!
terça-feira, 26 de julho de 2011
Tempo
Nesse fim de semana celebrei alguns tempos na minha vida.
Na sexta celebrei um novo tempo. Com dois amigos novinhos em folha, pouco tempo de história. Uma relação cheia de primeiras vezes e descobertas. Foi bom demais saber que um faz uma picanha maravilhosa, que temos idéias parecidas e outras contrárias, que no karaokê, eu faço a voz masculina e meu amigo faz a feminina. Legal as descobertas juntos: club social com gorgonzola e geléia de pimenta é maravilhoso! Vamos repetir!
No sábado celebrei o tempo presente. Ao redor de uma mesa, alguns dos meus melhores amigos. Daqueles que nos vemos sempre, que dividem as tristezas, que são padrinhos de casamento, que são irmãos. Desses que mesmo ficando longe por um ano, temos certeza que o laço nunca se desfez. Saboreamos velhos hábitos: suspiro vó Nina, poker, vinho e conversa madrugada a dentro. Terminou em café da manhã.
Domingo celebrei o tempo da juventude. Tomei susto com alguns rostos, tive dificuldade em reconhecer alguns, mas todos trouxeram lembranças e lágrimas. Lembrei das paixões de adolescente, dos cantos onde rolavam os beijos, das escadas onde chorei, da quadra onde ganhei medalhas e lesões, da sala de educação física que era confessionário e do nosso banco, nossa árvore. Subi as escadas com a minha melhor amiga, como se fosse há 20 anos e até ACORDEI!!! (Sim, revelei o código feminino para nosso muso, na época). Foi uma mistura mágica entre o que fomos com o que somos. E terminou com samba e pizza! Poderia ser melhor? Sim! Rock e pizza faz mais meu estilo! Mas as companhias, eu manteria todas!
O que sei, é que o tempo pode ser nosso amigo. Aproveitá-lo, sempre. Economizá-lo, as vezes. Desprezá-lo, nunca. E já que o tempo teima em passar mesmo, eu vou é recheá-lo de lembranças, amigos e sonhos!
Na sexta celebrei um novo tempo. Com dois amigos novinhos em folha, pouco tempo de história. Uma relação cheia de primeiras vezes e descobertas. Foi bom demais saber que um faz uma picanha maravilhosa, que temos idéias parecidas e outras contrárias, que no karaokê, eu faço a voz masculina e meu amigo faz a feminina. Legal as descobertas juntos: club social com gorgonzola e geléia de pimenta é maravilhoso! Vamos repetir!
No sábado celebrei o tempo presente. Ao redor de uma mesa, alguns dos meus melhores amigos. Daqueles que nos vemos sempre, que dividem as tristezas, que são padrinhos de casamento, que são irmãos. Desses que mesmo ficando longe por um ano, temos certeza que o laço nunca se desfez. Saboreamos velhos hábitos: suspiro vó Nina, poker, vinho e conversa madrugada a dentro. Terminou em café da manhã.
Domingo celebrei o tempo da juventude. Tomei susto com alguns rostos, tive dificuldade em reconhecer alguns, mas todos trouxeram lembranças e lágrimas. Lembrei das paixões de adolescente, dos cantos onde rolavam os beijos, das escadas onde chorei, da quadra onde ganhei medalhas e lesões, da sala de educação física que era confessionário e do nosso banco, nossa árvore. Subi as escadas com a minha melhor amiga, como se fosse há 20 anos e até ACORDEI!!! (Sim, revelei o código feminino para nosso muso, na época). Foi uma mistura mágica entre o que fomos com o que somos. E terminou com samba e pizza! Poderia ser melhor? Sim! Rock e pizza faz mais meu estilo! Mas as companhias, eu manteria todas!
O que sei, é que o tempo pode ser nosso amigo. Aproveitá-lo, sempre. Economizá-lo, as vezes. Desprezá-lo, nunca. E já que o tempo teima em passar mesmo, eu vou é recheá-lo de lembranças, amigos e sonhos!
domingo, 12 de junho de 2011
Na valsa e na vida
Quero alguém que me tire pra dançar
Que olhe nos olhos
Que aceite a parceria
E escolha me levar
Quero alguém que me ensine novos passos
Que acelere e diminua o ritmo
Conforme meu espírito
E ria dos erros e pisões
Quero alguém que sinta a música
Que me leve por salões elegantes
Mesmo que seja na nossa sala
Que saiba dançar sem música
Quero alguém que se canse de dançar
Que me deixe sentada esperando
Que tire os sapatos
Mas que depois escolha recomeçar
Quero alguém que segure firme na minha cintura
Mas que me deixe solta
Para os rodopios solitários
E que depois me puxe pra perto
Quero alguém que me erga do chão
Quando o salto final falhar
Quando a pista acabar
Mesmo que pra isso precise descer até mim
Quero alguém que sussurre enquanto valsa
Que me toque
Que descubra cada detalhe sem pressa
Que admire a beleza que envelhece
Quero alguém que queira ser par e ímpar
Que tenha a sabedoria dos mestres
A energia dos principiantes
E a simplicidade de quem só quer sentir a música
Quero alguém que me veja e chegue
Quero alguém que estenda a mão
Quero alguém que me tire pra dançar
Na valsa e na vida.
Que olhe nos olhos
Que aceite a parceria
E escolha me levar
Quero alguém que me ensine novos passos
Que acelere e diminua o ritmo
Conforme meu espírito
E ria dos erros e pisões
Quero alguém que sinta a música
Que me leve por salões elegantes
Mesmo que seja na nossa sala
Que saiba dançar sem música
Quero alguém que se canse de dançar
Que me deixe sentada esperando
Que tire os sapatos
Mas que depois escolha recomeçar
Quero alguém que segure firme na minha cintura
Mas que me deixe solta
Para os rodopios solitários
E que depois me puxe pra perto
Quero alguém que me erga do chão
Quando o salto final falhar
Quando a pista acabar
Mesmo que pra isso precise descer até mim
Quero alguém que sussurre enquanto valsa
Que me toque
Que descubra cada detalhe sem pressa
Que admire a beleza que envelhece
Quero alguém que queira ser par e ímpar
Que tenha a sabedoria dos mestres
A energia dos principiantes
E a simplicidade de quem só quer sentir a música
Quero alguém que me veja e chegue
Quero alguém que estenda a mão
Quero alguém que me tire pra dançar
Na valsa e na vida.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
acAlma
Ah, meu Pai
Aceito tua calma
Acolhe minha alma
Não me deixe
Mesmo quando digo não
Tem meu lado sim
Dentro de mim
No meu caos sem fim
A chuva coroou esse momento
Aceito tua calma
Acolhe minha alma
Não me deixe
Mesmo quando digo não
Tem meu lado sim
Dentro de mim
No meu caos sem fim
A chuva coroou esse momento
domingo, 29 de maio de 2011
Partidas e chegadas
Eu me emociono em aeroportos. Não importa se estou indo viajar, buscando alguém ou só passei por passar...
Gosto de observar as pessoas. Os abraços, as lágrimas, e os acenos de despedida. Ao mesmo tempo, tem os abraços, lágrimas e acenos dos reencontros.
Também tem gente que chega e ninguém a espera. Tem os que esperam por horas por alguém num vôo atrasado. Tem também grupos imensos que vão se despedir de uma única pessoa.
Tem os reencontros dos casais. Nunca me esquecerei uma vez em que um rapaz mal surgiu no desembarque e uma moça completamente apaixonada correu até ele, pulou, o embraçou com todo o corpo e beijaram-se loucamente. Foi lindo! Tem os casais mais comedidos. Mas todos enchem meu coração e alma. E tem as despedidas dos casais. As vezes fica um silêncio. Um abraço que dura anos, que não se desgruda até a última chamada. Dói meu coração.
As crianças são um espetáculo a parte. As que esperam perguntam a toda hora se o avião já chegou. As que sabem ler não tiram os olhos do painel de aviso. E quando uma criança desponta pela porta e vê um vô, uma vó, ou os pais? Simplesmente larga tudo, sai correndo e pula no colo! Hoje recebi um abraço assim do Rafael!
E tem a pior de todas as esperas. Quando o avião não chega. Todas as vezes que acontece um acidente penso nas pessoas que estão no aeroporto esperando. A falta de notícia, a confirmação, a certeza de que por trás da porta do desembarque não surgirá o rosto tão esperado.
Hoje fui ao aeroporto. Me emocionei. Mais do que o normal. E, talvez, não, com certeza, porque tenho vivido num aeroporto. Dando adeus e reencontrando.
Tem dia que as lágrimas tem sido de pura alegria pelo reencontro, e tem dia que só tem a tristeza pelos rostos que não aparecerão mais.
A vida é assim. Continuarei essa viagem. As vezes esperando, as vezes embarcando. Mas sempre escolhendo as partidas e chegadas que quero participar!
Gosto de observar as pessoas. Os abraços, as lágrimas, e os acenos de despedida. Ao mesmo tempo, tem os abraços, lágrimas e acenos dos reencontros.
Também tem gente que chega e ninguém a espera. Tem os que esperam por horas por alguém num vôo atrasado. Tem também grupos imensos que vão se despedir de uma única pessoa.
Tem os reencontros dos casais. Nunca me esquecerei uma vez em que um rapaz mal surgiu no desembarque e uma moça completamente apaixonada correu até ele, pulou, o embraçou com todo o corpo e beijaram-se loucamente. Foi lindo! Tem os casais mais comedidos. Mas todos enchem meu coração e alma. E tem as despedidas dos casais. As vezes fica um silêncio. Um abraço que dura anos, que não se desgruda até a última chamada. Dói meu coração.
As crianças são um espetáculo a parte. As que esperam perguntam a toda hora se o avião já chegou. As que sabem ler não tiram os olhos do painel de aviso. E quando uma criança desponta pela porta e vê um vô, uma vó, ou os pais? Simplesmente larga tudo, sai correndo e pula no colo! Hoje recebi um abraço assim do Rafael!
E tem a pior de todas as esperas. Quando o avião não chega. Todas as vezes que acontece um acidente penso nas pessoas que estão no aeroporto esperando. A falta de notícia, a confirmação, a certeza de que por trás da porta do desembarque não surgirá o rosto tão esperado.
Hoje fui ao aeroporto. Me emocionei. Mais do que o normal. E, talvez, não, com certeza, porque tenho vivido num aeroporto. Dando adeus e reencontrando.
Tem dia que as lágrimas tem sido de pura alegria pelo reencontro, e tem dia que só tem a tristeza pelos rostos que não aparecerão mais.
A vida é assim. Continuarei essa viagem. As vezes esperando, as vezes embarcando. Mas sempre escolhendo as partidas e chegadas que quero participar!
domingo, 22 de maio de 2011
Metades
Acordei com o coraçao cheio
Emoções reais e idealizadas
Dançavam na mesma valsa
E o que parecia ser sol
Virou eclipse
Total
A alma pediu calma
Virou pó
Saiu nas lágrimas
Senti as lágrimas que abraçam
Eterno carinho
Deslizam fazendo amor
Senti as lágrimas que chicoteiam
Que vão rasgando
Deformando a carne
Agradeci meus novos amores
Meus bens
Me envaideci
Amaldiçoei aos gritos
A total incapacidade, minha
De abraçar quem mais amo
Me abri pras coisas novas
Sensações que alucinam
Boas e ruins
Me fechei como ostra
Solidão na concha
Tenho medo de não sair
Chega o fim do dia
Não é dualidade
É só metade...
Emoções reais e idealizadas
Dançavam na mesma valsa
E o que parecia ser sol
Virou eclipse
Total
A alma pediu calma
Virou pó
Saiu nas lágrimas
Senti as lágrimas que abraçam
Eterno carinho
Deslizam fazendo amor
Senti as lágrimas que chicoteiam
Que vão rasgando
Deformando a carne
Agradeci meus novos amores
Meus bens
Me envaideci
Amaldiçoei aos gritos
A total incapacidade, minha
De abraçar quem mais amo
Me abri pras coisas novas
Sensações que alucinam
Boas e ruins
Me fechei como ostra
Solidão na concha
Tenho medo de não sair
Chega o fim do dia
Não é dualidade
É só metade...
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Surpresa!
Tem dia que levanto, tomo meu café e quando ainda estou com meu roupão e a cara amassada, toca a campainha. Não espero ninguém. Deve ser engano. Abro. Do outro lado da porta, em pé, está a vida, com uma surpresa nas mãos.
Não dá pra fugir. Ela própria bloqueia a passagem. Só há duas possibilidades: Estender as mãos e abrir a surpresa, ou fechar a porta na cara da vida e voltar pro meu café como se nada tivesse acontecido.
Agradeço por não ter surpresas na minha porta todos os dias, mas, agradeço mais ainda, por ter as vezes uma surpresinha na minha porta.
Com elas me sinto viva, percebo as mudanças, me apaixono de novo, sonho, abalo meu mundo, destruo meu manual.
Apareçam. Boas ou ruins. Grandes ou pequenas. Escancaradas ou discretas. Em forma de gente ou em anjos.
Estarei esperando, tomando meu café. Com um sorriso no rosto e de braços abertos!
Não dá pra fugir. Ela própria bloqueia a passagem. Só há duas possibilidades: Estender as mãos e abrir a surpresa, ou fechar a porta na cara da vida e voltar pro meu café como se nada tivesse acontecido.
Agradeço por não ter surpresas na minha porta todos os dias, mas, agradeço mais ainda, por ter as vezes uma surpresinha na minha porta.
Com elas me sinto viva, percebo as mudanças, me apaixono de novo, sonho, abalo meu mundo, destruo meu manual.
Apareçam. Boas ou ruins. Grandes ou pequenas. Escancaradas ou discretas. Em forma de gente ou em anjos.
Estarei esperando, tomando meu café. Com um sorriso no rosto e de braços abertos!
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